China cresce 10,7% em 2006, maior taxa em 11 anos

A economia chinesa cresceu 10,7% em 2006, maior taxa registrada em 11 anos, graças à ampliação de investimentos e exportações, apesar das medidas do governo para controlar o ritmo da expansão. Quarta maior economia mundial, a China registra há quatro anos consecutivos um crescimento na casa dos dois dígitos. Nesse ritmo, o país vai ultrapassar a Alemanha como terceira maior economia já em 2008, ano dos Jogos Olímpicos de Pequim. A economia chinesa já havia superado a britânica em 2005. "A mensagem é que a economia está explodindo, e prevejo que vá crescer 10,7% novamente em 2007", disse Tim Condon, diretor de pesquisas do mercado financeiro asiático no ING de Cingapura.O dobro em cinco anos O PIB chinês praticamente dobrou em cinco anos, graças a uma onda sem precedentes de industrialização, urbanização e investimentos internos, estes incentivados pela adesão da China à Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2001.Recentes declarações de líderes chineses, voltados para a criação de empregos, sugerem que eles consideram possível manter esse crescimento, mesmo com os riscos que isso acarreta. O PIB chinês agora soma US$ 2,7 trilhões, o que, dividido pela gigantesca população de 1,3 bilhão de pessoas, dá pela primeira vez uma renda per capita superior a US% 2.000, bem abaixo dos US$ 42 mil dos EUA. MedidasMas vários economistas acham que o governo chinês deve conter a economia elevando as taxas de juros, possivelmente neste trimestre, e permitindo que o yuan se valorize mais, o que seguraria as exportações. O crescimento do PIB superou as estimativas oficiais preliminares, de 10,5%, e também a expansão de 2004 (10,4%). A última vez que o país havia crescido tanto fora em 1995, 10,9%. O Departamento Nacional de Estatística disse que a economia teve uma ligeira desaceleração no último trimestre de 2006, quando cresceu "só" 10,4% - 0,2 ponto porcentual a menos que no trimestre anterior. Economistas atribuíram essa desaceleração a algumas medidas restritivas dos últimos meses. Desde abril, o Banco Central aumentou os juros duas vezes e quadruplicou o compulsório bancário (parcela que não pode ser emprestada). Também houve críticas públicas a autoridades nacionais e regionais que abusam dos gastos públicos, falham no planejamento dos investimentos e não respeitam as regras ambientais.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.