China cresce 10,9% no 1º semestre, mas inflação sobe 1,3%

A economia chinesa voltou a superar expectativas ao crescer 10,9% no primeiro semestre 10,9%. Segundo divulgado nesta terça-feira pelo porta-voz do Escritório Nacional de Estatísticas, Zheng Jinping, o Produto Interno Bruto (PIB) chegou a 9,14 trilhões de yuans (US$ 1,14 trilhão), aumento provocado pelas exportações e pelo investimento em ativos fixos. O desempenho acima do esperado, colocou em dúvida, mais uma vez, a eficácia das medidas do governo para desacelerar o crescimento."No que diz respeito à atuação econômica de todo o ano, achamos que a situação geral é boa, embora o crescimento seja um pouco rápido", disse Zheng, que considera que o aumento se deve, em parte, ao impulso de investimentos dado pelos governos locais no marco do novo Plano Qüinqüenal 2006-2011.O resultado do semestre deve-se ao crescimento de 11,3% registrado no segundo trimestre - o mais alto da última década. No primeiro trimestre, o aumento foi de 10,3%.Após o anúncio dos dados, o Banco Mundial (BM) revisou para cima o crescimento da economia chinesa para 2006 e 2007. A previsão é de expansão de até 10,1% e 9%, respectivamente, contra os 9,5% e 8,5% anteriores.Inflação O elevado crescimento semestral contrastou com a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que subiu apenas 1,3% no período. Porém, Zheng considerou que os altos preços dos produtores e o excesso de investimentos possam levar a uma alta da inflação.Medidas urgentes Muitos economistas concordam em que o governo chinês deve adotar duas medidas urgentes: aumentar as taxas de juros e permitir uma margem maior de oscilação do yuan em relação ao dólar.No entanto, Zheng advertiu que Pequim não decidiu ainda se aumentará ou não as taxas de juros no terceiro trimestre, já que está esperando os efeitos das últimas medidas monetárias de contenção, adotadas em abril e em maio."As políticas macroeconômicas estão mostrando seus efeitos passo a passo, mas necessitamos continuar observando o mercado antes de lançar novas decisões", disse.Sobre a valorização do yuan, o porta-voz disse que "a reforma do mecanismo de intercâmbio foi um sucesso". Segundo Zheng, o câmbio agora "é mais flexível, com altas e baixas em relação ao dólar". Ele advertiu, entretanto, que não haverá "mais surpresas" a curto prazo.A China, que cresceu 9,9% no ano passado, já é a quarta economia do mundo. Recentemente, ultrapassou o Reino Unido por uma margem estreita, embora ainda esteja atrás de Estados Unidos, Japão e Alemanha, segundo os últimos números do Banco Mundial.

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