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China crescerá 10,4% em 2006, diz banco asiático

O Banco de Desenvolvimento Asiático (ADB, na sigla em inglês) elevou sua projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) da China de 9,5% para 10,4% em 2006. O banco atribuiu a continuidade do crescimento ao forte aumento dos investimentos em ativos fixos e das exportações, mas expressou seu temor em relação à possibilidade de o país se confrontar com uma "superprodução crônica".A economia chinesa registrou um rápido crescimento no primeiro semestre deste ano, devido ao notável aumento dos investimentos em ativos fixos e à elevação das exportações e importações frente ao mesmo período do ano passado, disse Ifzal Ali, economista-chefe do ADB, ao justificar a revisão da projeção divulgada pelo banco em abril.Os investimentos em ativos fixos aumentaram 29,8% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. As exportações subiram 25%, enquanto as importações cresceram 21,3%, originando um superávit comercial de US$ 61,4 bilhões. "Esses resultados foram determinantes para a expansão de 10,9% do PIB no período janeiro - junho", disse Ali.Ali previu um "modesto esfriamento da economia chinesa", ao lembrar as medidas monetárias e administrativas adotadas pelo governo para frear o alucinante ritmo de crescimento da economia nacional. "Haverá uma superprodução crônica, se a atual febre de investimentos em ativos fixos continuar", disse.O ADB também criticou duramente o comportamento econômico dos governos locais em relação à questão dos investimentos em ativos fixos. "Não é possível que alguns governos locais continuem investindo em rodovias ou parques industriais que ninguém utiliza", disse o economista-chefe do banco na China, Tang Ming.Na avaliação de Tang, a economia chinesa poderá caminhar rumo ao desastre caso o governo central relaxe a política de controle ou abandone o uso de ferramentas monetárias, como o aumento da taxa de juros, para conter o superaquecimento.Tang também observou que o governo central terá que incentivar a expansão do mercado interno. O economista indicou o caminho, ao ressaltar a importância dos investimentos oficias nas áreas sociais. "Dizem que os chineses são os maiores poupadores do mundo. Mas, a maior parte dos depósitos não é familiar. Eles provêm das empresas, que não repartem os seus dividendos, e do governo."

Agencia Estado,

07 de setembro de 2006 | 14h28

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