China crescerá 8% por 20 anos, diz ex-economista-chefe do Banco Mundial

Na visão de Yifu Lin, a pobreza ainda presente no país possibilitará avanços em áreas ainda inexploradas

Stefânia Akel, da Agência Estado,

29 de julho de 2013 | 11h49

NOVA YORK - Justin Yifu Lin, ex-economista-chefe do Banco Mundial, minimizou nesta segunda-feira, 29, as preocupações do mercado com o crescimento da China. Segundo ele, o país deve crescer 8% ao ano pelos próximos 20 anos.

O motivo é a "vantagem do atraso". Ou seja, para ele, a pobreza da China possibilitará ao país que se adapte às tecnologias dos países ricos e conquiste novos mercados, estrangeiros e domésticos.

Lin tem feito essa previsão desde pelo menos 2005 e por enquanto tem tido sucesso. Entre 2005 e 2012, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu uma média de 9,7%. Mas a desaceleração da economia chinesa para crescimento de 7,8% no ano passado e 7,5% no segundo trimestre deste ano despertou a cautela em muitos economistas e colocou Lin no grupo dos mais otimistas.

"Muitas pessoas estão pessimistas em relação à economia chinesa", disse Lin. "Até agora, nenhuma previsão ruim virou realidade."

Mas Lin não acredita que o modelo chinês de crescimento é perfeito. Como muitos economistas, ele disse que a China está assolada pela corrupção, desigualdade de renda e por bancos que não emprestam o suficiente para empresas menores. A diferença é a sua aposta de que a China vai realizar as mudanças necessárias para garantir um crescimento maior e que, mesmo se as reformas forem bloqueadas, a China vai continuar crescendo.

"Mesmo se as reformas forem atrasadas por motivos domésticos ou internacionais, estou confiante que a China será capaz de manter um crescimento entre 7,5% e 8%", afirmou. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

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