China cria comitê para analisar crise financeira

Intuito é seguir de perto as mudanças financeiras no exterior e responder com ajustes

Efe

14 de outubro de 2008 | 04h03

 O governo chinês criará um comitê para enfrentar as "incertezas fiscais" que a recessão econômica mundial poderia produzir no país, informa nesta terça-feira o diário "South China Morning Post". Veja também:Euforia com socorro global faz mercado asiático fechar em altaAustrália e Japão anunciam novas medidas para conter criseBush fará novo pronunciamento sobre economia nesta terçaComo o mundo reage à crise  Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a criseEntenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira   O comitê, que será liderado pelo vice-primeiro-ministro Wang Qishan, seguirá de perto as mudanças financeiras no exterior e responderá com ajustes nas políticas econômicas nacionais se considerar necessário, acrescenta o jornal. A presença de um dos principais membros do Gabinete à frente do comitê permitirá que os ajustes aconteçam com maior rapidez, assinalaram fontes oficiais citadas pelo diário. Wang foi nomeado em março vice-primeiro-ministro, e dos quatro com os quais conta o governo comunista ele é o principal encarregado dos setores econômicos e financeiros. De acordo com o "South China Morning Post", Wang é considerado um dos grandes conhecedores da economia nacional. No entanto, ele foi criticado por permitir a queda das bolsas chinesas (mais de 60% de seu valor) este ano, mesmo antes do início da crise financeira internacional. O governante Partido Comunista da China (PCCh) assegurava ao término de seu plenário anual, no domingo, 12, que a situação econômica nacional por enquanto se manteve estável, apesar da inquietação internacional, mas recomendou tomar precauções "para evitar efeitos secundários". O governo chinês considera que "as perdas (na China) derivadas da crise financeira internacional são limitadas, e o risco do país diante da recessão é ainda controlável"

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