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China critica iPhone da primeira-dama

Peng Liyuan usou o celular em visita ao México

O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2013 | 02h09

A fotogênica primeira-dama da China, Peng Liyuan, fez sucesso na sua visita ao México, onde foi chamada de "Michelle Obama da China". Mas ela jogou por terra sua imagem de carismática e alinhada ao tirar uma foto das ruínas maias com seu novo celular, um iPhone.

A cena chamou a atenção de internautas chineses, que questionaram o uso de um celular de uma empresa norte-americana. Em pouco tempo, ficou claro que o patriotismo chinês é algo que o governo não pode descuidar nem por um segundo.

"Não estamos de acordo que a Apple é uma empresa imperialista malvada?", ironizou um usuário do Weibo, o equivalente chinês ao Twitter.

Outras pessoas fizeram referências à campanha contra a Apple feita em meios de comunicação estatais chineses, incluindo a rede de televisão CCTV. Sob o comando direto do Partido Comunista, a mídia estatal criticou a Apple por oferecer garantia menor aos clientes chineses do que para os dos demais mercados. O próprio CEO da Apple, Tim Cook, pediu desculpas publicamente.

A foto abalou a imagem de Peng, que antes de viajar foi ovacionada por vestir roupas chinesas em sua primeira turnê estrangeira. Agora, muitos se perguntam porque ela não fez o mesmo com os smartphones chineses, de marcas como a Huawei e a ZTE. "O uso pela primeira-dama poderia abrir caminho para as nossas empresas", disse outro internauta.

Mas a preocupação não é apenas nacionalista. "Agora que a Apple foi envolvida na rede de espionagem Prism (programa de coleta de dados dos EUA), é seguro a esposa do presidente usar um telefone da Apple?", perguntou um repórter do jornal El País a um internauta chinês. "Eu me preocupo que podem rastrear seus movimentos via GPS", ele respondeu. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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