Jason Lee/Reuters
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China culpa EUA por atritos comerciais; Trump diz que quadro comercial é 'estúpido'

Após Trump afirmar que país asiático retiraria barreiras comerciais, China afirma que é impossível negociar nas atuais circunstâncias

Sérgio Caldas, O Estado de S.Paulo

09 Abril 2018 | 11h21

PEQUIM- A China intensificou seus ataques contra o governo dos Estados Unidos nesta segunda-feira, 9, devido a bilhões de dólares em ameaças de tarifas, dizendo que Washington seria o culpado pelos atritos e repetindo que é impossível negociar sob as “circunstâncias atuais”.

As declarações foram dadas depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, previu no domingo que a China vai retirar suas barreiras comerciais, e expressou otimismo de que ambos os lados podem resolver a questão através de negociações.

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Hoje, no twitter o presidente americano criticou o quadro comercial de seu país com a China. Ele citou que carros exportados pela China para os EUA pagam tarifa de 2,5%, enquanto carros americanos vendidos para os chineses são tarifados em 25%.

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"Isso parece comércio livre e justo?", questionou Trump. "Não, parece COMÉRCIO ESTÚPIDO - que acontece há anos!", publicou na rede social.

Pesquisadores estatais chineses e a mídia minimizaram o possível impacto das medidas comerciais dos EUA sobre a segunda maior economia do mundo e descreveram a postura do governo norte-americano sobre o comércio como o produto de um “distúrbio de ansiedade”.

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“Sob as atuais circunstâncias, ambos os lados não podem ter negociações sobre essas questões”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, a repórteres.

“Os EUA com uma só mão exercem a ameaça de sanções, e ao mesmo tempo eles querem negociar.”

Os atritos comerciais devem-se “inteiramente à provocação dos EUA”, completou.

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Pequim não queria disputar uma guerra comercial, mas não tem medo de uma, afirmou o vice-ministro de Comércio, Qian Keming, no Fórum Boao para Ásia.

O foco nesta semana estará sobre o fórum, com o presidente chinês, Xi Jinping, e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, dando discursos na terça-feira./ COM REUTERS

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