China dá sinal de apoio ao Brasil na ONU

Depois de reconhecer a China como economia de mercado, o presidente Lula comemorou a sinalização do presidente Hu Jintao para que o Brasil desempenhe um papel maior no cenário internacional, particularmente no âmbito das Nações Unidas. "Entendemos ser essa uma manifestação favorável a que o Brasil participe como membro permanente dos trabalhos de um Conselho de Segurança reformado", disse Lula, ontem à noite, no discurso que antecedeu o jantar em homenagem ao presidente chinês, no Palácio do Itamaraty. No discurso no Itamaraty, Lula aproveitou para lembrar que o memorando de entendimento assinado entre os dois países "promoverá de maneira equilibrada e satisfatória o comércio e o investimento entre os dois países. Nesse contexto de benefícios recíprocos e equilibrados, o Brasil decidiu conceder status de economia de mercado à China". Insistência - Rodrigues disse ter ouvido cerca de 20 vezes o mesmo pedido dos negociadores chineses: reconheçam a China como economia de mercado. O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, foi o recordista e ouviu o pleito 40 vezes. Isso porque participou de todas as reuniões com os chineses. Roberto Rodrigues disse que, a certa altura, resolveu contra-atacar: cada vez que os chineses repetiam o pedido, ele rebatia pedindo para eles autorizarem a venda de miúdos de boi, bastante consumidos naquele país. A autorização não saiu ainda, mas a negociação avançou. O ex-ministro da Agricultura Pratini de Moraes também festejou o acordo. "Conseguimos", comentou, ao encontrar-se com Rodrigues no jantar. Viagem - À noite, no Rio, Hu Jintao, com uma comitiva de 20 pessoas, incluindo quatro ministros e o embaixador da China no Brasil, Jang Yuande, jantaram com a governadora Rosinha Mateus e mais 80 convidados. Rosinha mostrou o potencial do Rio para receber investimentos chineses, especialmente nos setores de turismo e de petróleo. O presidente chinês viaja neste Domingo para São Paulo, onde, na segunda-feira, tem encontro com o governador Geraldo Alckmin.

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