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China declara recuperação, vê risco inflacionário

A China manifestou nesta quarta-feira confiança de que a economia se recuperou da crise global, no sinal mais claro até agora de que pode retirar gradualmente as políticas fortemente expansionistas.

AILEEN WANG E SIMON RABINOVITCH, REUTERS

21 de outubro de 2009 | 12h29

O gabinete chinês afirmou que a economia teve desempenho melhor que o esperado nos primeiros nove meses do ano e que a recuperação tem se "consolidado".

A linguagem marca uma mudança em relação ao tom repetido insistentemente pelo gabinete nos últimos meses, de que a terceira maior economia do mundo ainda não havia consolidado sua recuperação ou ainda não estava em ritmo sólido.

"Isso manda uma mensagem clara de que o crescimento não é mais um problema para a economia chinesa", disse Zhang Xiaojing, pesquisador da principal consultoria do governo.

Mas o governo também prometeu consistência, reafirmando "a política fiscal ativa e a política monetária apropriadamente afrouxada". A China colocou esse discurso em prática com um pacote de estímulos de 4 trilhões de iuan (585 bilhões de dólares) e um avanço sem precedentes dos empréstimos bancários.

Mas a declaração também colocou a inflação de volta na agenda do governo, ao indicar que é importante gerenciar as expectativas nos próximos meses ao mesmo tempo em que se assegura um crescimento econômico firme.

Mais cedo, o principal regulador bancário do país, Liu Mingkang, pediu que os bancos sejam mais "razoáveis" nos empréstimos.

"Você deve rapidamente estabelecer e aperfeiçoar os sistemas de administração de risco de liquidez e estar atento a possíveis impactos na liquidez dos fluxos internacionais de capital, das tendências macroeconômicas e dos ajustes de política", disse.

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