Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

China deprime humor dos investidores e Bovespa recua

Cenário:

ALESSANDRA TARABORELLI , O Estado de S.Paulo

21 de março de 2012 | 03h08

A elevação da aversão ao risco com notícias negativas sobre a China abateu o humor dos investidores nos mercados mundiais, ontem, e levou a Bovespa a fechar em queda de 0,64%, aos 67,295,56 pontos, registrando giro financeiro de R$ 5,612 bilhões, o menor desde 22 de fevereiro, O ânimo dos investidores piorou após alertas relacionados à perspectiva para a demanda consumidora na China. Executivos da mineradora australiana BHP Billiton afirmaram que a demanda da China por minério de ferro está "se achatando", junto com a provável desaceleração econômica do país. A Associação de Fabricantes de Automóveis da China estimou que o mercado automotivo do país não deve crescer mais que 5% neste ano, e o governo chinês anunciou reajuste de gasolina e diesel, aumentando as preocupações de que os preços mais elevados dos combustíveis vão inibir ainda mais a demanda local. Em reação, os preços das commodities e das moedas de países exportadores de matérias-primas recuaram, com impacto de baixa sobre as ações de mineradoras e siderúrgicas. As ações ordinárias da Vale caíram 1,53% e as preferenciais, 0,83%. Os papéis da Petrobrás seguiram o declínio da cotação do petróleo no mercado internacional, ontem, e tiveram perdas, com as ações ON caindo 0,96% e as PN, -0,45%. Em Nova York, o contrato de petróleo com vencimento em abril encerrou com queda de 2,29%, a US$ 105,61 o barril.

No mercado futuro de juros, os vértices longos da curva a termo cederam, depois de terem resistido em alta até o início da tarde. A mudança de rumo ocorreu depois de o presidente do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, afirmar que autoridades monetárias não devem reverter muito rapidamente políticas de estímulo à economia após uma recessão profunda. A fala de Bernanke foi o catalisador que as taxas longas precisaram para recuar em face de um ambiente externo mais desafiador.

No mercado de câmbio, o dólar à vista voltou a refletir um mercado doméstico na defensiva com possibilidade de novas medidas cambiais e fechou a R$ 1,8210 (+0,83%) no balcão. Em uma sessão de poucos negócios, a moeda norte-americana à vista sustentou-se em alta, apoiada também na atuação do Banco Central, mas no mercado futuro os contratos de dólar recuaram em meio ao fluxo cambial positivo à tarde. O dólar para abril 2012 terminou em baixa de 0,38%, a R$ 1,8205, em uma combinação de realização e fluxo cambial positivo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

  • O Pix é seguro? Veja dicas de especialistas sobre o sistema de pagamentos
  • 13º salário: quem tem direito, datas e como a pandemia pode afetar o cálculo
  • Renda básica: o que é, quais os objetivos e efeitos e onde é aplicada

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.