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China desacelera e PIB cresce 9,6% no terceiro trimestre; inflação avança

Dado reflete a retirada de estímulos e medidas de desaquecimento; país cresceu 10,3% no 2º tri

Agência Estado,

21 de outubro de 2010 | 07h17

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 9,6% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, desacelerando dos 10,3% de crescimento no segundo trimestre, uma vez que Pequim continuou a retirar estímulos e a tomar medidas para desaquecer setores como o imobiliário. A expansão ficou ligeiramente acima das expectativas de mercado, de um aumento de 9,5%, segundo a mediana das previsões de 14 economistas. No período de janeiro a setembro, o PIB cresceu 10,6% na comparação com os nove primeiros meses do ano passado, informou o escritório nacional de estatísticas.

A surpreendente decisão do Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês, banco central), de elevar as taxas de juros dos empréstimos e dos depósitos na última terça-feira indica que as autoridades estão confortáveis com a atual moderação do crescimento e mais preocupadas com a inflação e os preços dos imóveis.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) teve alta de 3,6% em setembro, acima dos 3,5% de agosto, em linha com as expectativas dos economistas. Eles esperam também que a inflação no varejo se amenize nos próximos meses, ante a diminuição do impacto climático do verão sobre os preços dos alimentos, mas os preços elevados já duraram mais do que muitos analistas previam.

Refletindo a alta das commodities, o índice de preços ao produtor da China (PPI, na sigla em inglês) aumentou 4,3% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2009, acima da expectativa dos economistas, que era de um aumento de 4,1%, e igual ao índice de agosto.

Outros dados divulgados nesta quinta-feira são consistentes com uma desaceleração moderada no crescimento da atividade econômica. A produção industrial de valor agregado cresceu 13,3% em setembro sobre a do mesmo mês do ano passado, abaixo da mediana das previsões do economistas (13,6%) e também do crescimento verificado em agosto (13,9%).

O investimento em ativos fixos das áreas urbanas aumentou 24,5% no período janeiro-setembro, na comparação com igual intervalo de 2009, desacelerando dos 24,8% do período janeiro-agosto. O aumento foi menor do que os 24,7% da previsão de economistas. As informações são da Dow Jones.

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