Johannes Eisele / AFP
Johannes Eisele / AFP

China desmente recuo nas promessas aos EUA sobre negociações comerciais

Nos últimos dias, diversas autoridades americanas acusaram Pequim de ter desistido de seus compromissos; conversas serão retomadas nesta quinta em Washington

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2019 | 07h17

PEQUIM - A China negou nesta quinta-feira, 9, ter recuado nas promessas ao governo dos Estados Unidos sobre as negociações comerciais entre os dois países, antes da entrada em vigor, prevista para sexta-feira, de novas tarifas punitivas aos produtos chineses.

"A China manteve suas promessas e isto nunca mudou", afirmou à imprensa o porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Gao Feng, depois que várias autoridades americanas acusaram Pequim nos últimos dias de ter recuado em seus compromissos.

No domingo, o presidente americano, Donald Trump, anunciou um aumento de 10 a 25% das tarifas de importação a US$ 200 bilhões de produtos chineses importados. Um dia depois, o principal negociador de seu governo, Robert Lighthizer, citou uma "erosão dos compromissos da China" em relação às negociações da semana passada em Pequim.

A China tenta "recuar em alguns termos que haviam sido negociados claramente", lamentou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin. O porta-voz chinês respondeu e defendeu a atitude de Pequim. "Há mais de um ano nossa sinceridade e boa vontade para promover as negociações são manifestadas", disse.

Apesar da entrada em vigor prevista para sexta de novas tarifas de importação americanas, as negociações serão retomadas nesta quinta-feira em Washington na presença do vice-primeiro-ministro chinês, Liu He. / AFP

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