China deve adotar medidas de apoio à economia

O Banco do Povo da China (PBoC) deve fornecer apoio pontual a instituições financeiras, em vez de um relaxamento monetário amplo para estabilizar o crescimento econômico, disse o China Securities Journal em um comentário na primeira página publicado nesta quarta-feira.

AE, Agencia Estado

28 de maio de 2014 | 11h25

Não é um bom momento para o Banco do Povo da China anunciar fortes medidas de flexibilização tendo em vista que o nível de oferta monetária total do país é significativa e a economia em geral já está altamente alavancada, segundo o jornal.

O PBOC pode reduzir a proporção de exigência de reserva (RRR) - a percentagem de depósitos que bancos devem manter como dinheiro no banco central - mas apenas para as regiões menos desenvolvidas, no centro e no oeste do país.

O banco central cortou a proporção em dois pontos porcentuais para bancos comerciais rurais e reduziu em 0,5 ponto porcentual para as cooperativas rurais no mês passado.

O jornal também disse que o banco central pode expandir crédito para bancos usados para política monetária e instituições financeiras menores por meio de sua ferramenta de repasse ao mesmo tempo que pode ceder liquidez através da compra de títulos garantidos pelo governo para apoiar projetos ferroviários e de habitação pública.

Em um comunicado no site do banco central na terça-feira, o presidente do PBoC, Zhou Xiaochuan, reiterou que o governo vai continuar com sua política monetária prudente, mas também disse que a economia chinesa está enfrentando desafios que "raramente têm sido vistos nos últimos anos".

A economia chinesa expandiu 7,4% no primeiro trimestre de 2014 ante o mesmo período do ano anterior, contra um ganho de 7,7% em todo o ano passado. O governo central estabeleceu uma meta de crescimento de cerca de 7,5% para 2014. Fonte: Dow Jones Newswires.

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