China deve fechar 19 acordos com a Argentina

Presidente chinês ficará dois dias no país; entre os acordos, um swap cambial e investimentos em infraestrutura

BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2014 | 02h03

O presidente da China, Xi Jinping, chegou ontem em Buenos Aires para uma visita de dois dias que deverá incluir acordos bilaterais para financiamento de infraestrutura e de swap cambial entre os bancos centrais dos dois países.

Segundo o chefe de gabinete da presidência da Argentina, Jorge Capitanich, os dois governos deverão assinar 19 acordos. O acordo de swap cambial deverá ser de US$ 11 bilhões.

Analistas do setor privado mostraram ceticismo quanto à possibilidade de os acordos com a China darem alívio às reservas cambiais da Argentina. Para o economista Alberto Ramos, do Goldman Sachs, o acordo de swap cambial não resolve os problemas econômicos que estão drenando as reservas argentinas, e a moeda chinesa não pode ser convertida em outras moedas. "Se a casa está pegando fogo, contratar mais seguro não resolve o problema. Você precisa tratar das causas do incêndio."

As reservas internacionais da Argentina estão em US$ 30 bilhões, nível mais baixo desde novembro de 2006. Segundo o economista argentino Claudio Loser, ex-diretor do Fundo Monetário Internacional para o Hemisfério Ocidental, as reservas estão muito baixas em comparação com outros países importantes da América Latina.

Capitanich disse que a China concordou em emprestar US$ 2,1 bilhões para a Argentina comprar equipamento ferroviário e em financiar a construção de usinas hidrelétricas no valor de US$ 4,7 bilhões.

Nos últimos dez anos, a demanda chinesa por produtos agropecuários argentinos consolidou o país asiático como o segundo maior parceiro comercial da Argentina, atrás do Brasil. / DOW JONES NEWSWIRES

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