China deve manter crescimento contínuo, diz Politburo

O poderoso Politburo do Partido Comunista chinês disse nesta terça-feira que vai manter o crescimento econômico constante no segundo semestre do ano em meio a condições domésticas e internacionais "extremamente complicadas", disse a agência estatal de notícias Xinhua.

AE, Agencia Estado

30 de julho de 2013 | 08h29

Em um comunicado divulgado após uma reunião conduzida pelo presidente chinês, Xi Jinping, o Politburo disse que Pequim continuará a coordenar múltiplas tarefas de estabilização do crescimento, reestruturação da economia e promoção de reformas, de acordo com a Xinhua.

O crescimento econômico anual da China desacelerou para 7,5% no segundo trimestre, de uma expansão de 7,7% no primeiro trimestre.

O Politburo disse que deve fazer ajustes finos de forma proativa na política econômica ao mesmo tempo em que garante que o ritmo da atividade continue a expandir em uma taxa razoável.

Contudo, a publicação da agência não incluía detalhes sobre planos de reformas e, em grande parte, apenas reiterava a retórica já anunciada.

A reunião foi realizada em meio a preocupações crescentes no país e no exterior sobre a desaceleração do crescimento da economia chinesa e sobre uma possível crise financeira. Entretanto, a publicação não fez referências a esses temores.

Segundo a agência, o governo manterá a continuidade da política, mas fará ajustes finos de maneira moderada no momento adequado com base no desenvolvimento das condições econômicas.

O governo também deve "promover o desenvolvimento estável e saudável do mercado imobiliário", assim como a urbanização, o que indica um maior abrandamento da linha dura adotada no início deste ano sobre a alta dos preços de residências.

O Politburo previu um crescimento econômico contínuo no segundo semestre, mas advertiu que a economia mundial está em um estado de "profundo ajuste" e que as perspectivas permanecem altamente complicadas.

O governo também afirmou que vai "aumentar as importações" proativamente, incentivando as empresas chinesas a investirem no exterior. Apesar de o Politburo prometer uma reforma econômica mais profunda, nenhuma menção específica foi feita sobre taxa de câmbio, conta de capital ou liberalização do mercado financeiro.

O governo vai ampliar os canais de financiamento das empresas, disse o Politburo, sem dar mais detalhes. Fonte: Dow Jones Newswires e Market News International.

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