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China deve permitir que sua moeda suba, diz Geithner

O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, disse nesta quarta-feira que é importante para os Estados Unidos que a China permita que sua moeda se valorize frente ao dólar.

REUTERS

28 de março de 2012 | 15h22

"É muito importante para nós que a China continue a permitir que sua taxa de câmbio suba frente ao dólar", afirmou Geithner a congressistas em uma audiência sobre o orçamento do Tesouro. "Concordamos que eles têm alguns caminhos a percorrer", disse.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos tem até 15 de abril como prazo semestral para declarar se algum país está manipulando o câmbio para obter uma vantagem comercial injusta. O departamento, sob governos democrata e republicano, não citou nenhum país desde 1994, quando a China foi citada.

Mitt Romney, o favorito na corrida republicana para a Casa Branca para desafiar o presidente Barack Obama em novembro, prometeu que um dos seus primeiros atos, caso eleito, será rotular a China como manipuladora cambial, algo que o governo Obama recusou fazer por seis vezes.

Isso prepararia o cenário, segundo o plano de Romney, para os Estados Unidos imporem direitos compensatórios sobre produtos chineses a fim de compensar a vantagem que muitos consideram ser a moeda subvalorizada da China.

No ano passado, o Senado controlado pelos Democratas aprovou uma legislação para fazer essencialmente a mesma coisa.

No entanto, a medida está parada na Câmara dos Deputados controlada pelos Republicanos, onde os líderes dizem temer que ela possa iniciar uma guerra comercial. O governo Obama não tem pressionado por uma votação da lei cambial na Câmara.

Enquanto isso, a Organização Mundial do Comércio (OMC) sediou nesta semana um simpósio para os países manifestarem suas queixas sobre as práticas cambiais de outros membros da OMC.

Os Estados Unidos foram representados pelo embaixador do país na OMC, Michael Punke, e o ex-secretário assistente do Tesouro para Políticas Monetárias e Financeiras Internacionais Mark Sobel.

"Quando os parceiros comerciais acreditam que os outros estão deixando suas taxas de câmbio se ajustarem em linha com os fundamentos, há menos pressão por protecionismo e mais apoio para a liberalização do comércio", disse Sobel em um comunicado.

(Reportagem de Rachelle Younglai e Doug Palmer)

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