China deve taxar estrangeiros e conter crescimento

Mais eficiência econômica. Em resumo, essa será a mensagem que a Assembléia Popular Nacional enviará à sociedade chinesa a partir desta segunda-feira, 5. Os mais de 3 mil delegados vindos de todas as partes da nação mais populosa do planeta deverão homologar, nas próximas duas semanas, as novas orientações do Partido Comunista da China (PCCh) em relação a polêmicos temas como propriedade privada, corrupção e políticas macroeconômica e fiscal.A política macroeconômica, entretanto, promete roubar a cena da reunião. O poderoso diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, Ma Kai, atribuiu as altas e consecutivas taxas de crescimento da economia à rápida expansão dos investimentos em ativos fixos.?Ter um crescimento acima dos 10% por quatro anos consecutivos é irracional e dispendioso. Precisamos elevar nossa eficiência econômica, a fim de pouparmos nossos recursos e preservamos o meio ambiente?, disse ele. O mercado interpretou as declarações como um sinal de que o governo quer reduzir o ritmo de crescimento.Nacionais e estrangeirasO Legislativo deve homologar o anteprojeto da lei que equipara o imposto de renda das empresas nacionais e estrangeiras em 25%. ?Foram três anos de intensa polêmica. Os economistas chineses acusaram o governo de favorecer multinacionais, enquanto executivos estrangeiros se defendiam apontando os supostos subsídios oferecidos às suas concorrentes nacionais?, resumiu o Diário do Povo.O polêmico anteprojeto da lei da propriedade privada deverá ser aprovado com diversas ressalvas. A privatização das terras - como esperado - foi sumariamente descartada por Pequim.O Parlamento deve consolidar o princípio da igualdade jurídica entre os agentes privados, coletivos e estatais. Há,porém, dúvidas em relação à versão final das cláusulas que regerão os ativos de empresas estatais e de propriedade coletiva.Gastos militaresA Assembléia Popular Nacional também deve deliberar sobre os gastos militares da China neste ano, e o resultado deve ser um aumento de nada menos que 17,8%, segundo antecipou o porta-voz do Legislativo, Jiang Enzhu.Em uma coletiva de imprensa, o porta-voz disse que o orçamento militar chinês vai chegar à casa dos US$ 44,9 bilhões em 2007. Jiang afirmou que boa parte dos recursos será aplicada na modernização dos armamentos, mas não aceitou dar mais detalhes.

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