China deveria cortar meta do PIB para 7%, afirma parlamentar

Para He Keng, membro do Congresso Nacional do país, o governo deveria melhorar o bem-estar e a renda

Agência Estado

16 de julho de 2013 | 09h45

O membro do Congresso Nacional do Povo, He Keng, pediu que o governo corte a meta oficial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, abandonando sua obsessão com projetos de infraestrutura que desperdiçam dinheiro e centrar foco ao invés disso no combate à iminente crise de crédito.

Ele afirmou que a meta de crescimento deveria ser formalmente reduzida para 7%, dos atuais 7,5% em uma reunião do Partido Comunista, prevista para este outono, a fim de enviar uma mensagem a governos locais para que parem de buscar cegamente o PIB e, tentem, ao invés disso, melhorar o bem-estar social e elevar a renda.

Os comentários dele sugerem oposição à política do novo governo de permitir que o crescimento diminua em vez de confiar na reforma estrutural para colocar a economia em um caminho mais sustentável.

Ele disse que não concorda com os pedidos de "alguns companheiros" para mais estímulo, argumentando que o governo deveria se concentrar em combater a dívida no sistema financeiro.

Ele, que é vice-diretor do Comitê de Negócios Financeiros e Econômicos dentro do braço legislativo da China, é a voz mais recente a pedir que o governo adote uma ação mais agressiva para romper com o passado e centrar foco na solução para a economia.

Xia Bin, conselheiro do governo, disse no fim de semana que os argumentos sobre se o crescimento deve ser de 7%, ou de 7,5% não "têm sentido", porque a economia já está em crise, como resultado de uma dívida incapacitante. Fonte: Market News International.

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