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China deveria definir meta de crescimento menos ambiciosa para 2015, diz FMI

Instituição recomenda que o governo evite medidas de estímulos a menos que a economia ameace desacelerar de maneira forte

REUTERS

31 de julho de 2014 | 10h42

A China deveria definir uma meta de crescimento econômico de 6,5 por cento a 7 por cento para 2015 e evitar medidas de estímulos a menos que a economia ameace desacelerar de maneira forte destes níveis, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quinta-feira.

A maioria de seus diretores mantém essa visão, embora alguns sintam que uma meta de crescimento ainda menor seja adequada, disse o FMI na conclusão de sua consulta econômica anual Artigo IV com a China.

"Em relação à meta de crescimento para 2015, enquanto a maioria dos diretores concordou que uma meta de 6,5 a 7 por cento seria consistente com o objetivo de fazer a transição para um caminho de crescimento mais seguro e sustentável, alguns outros diretores consideraram uma meta menor mais adequada", disse o FMI.

O FMI repetiu sua projeção de que o crescimento econômico vai cair para 7,4 por cento neste ano, e que vai desacelerar ainda mais, para 7,1 por cento, no ano que vem.

A maioria dos economistas do governo chinês, no entanto, duvida que Pequim cortará sua meta de crescimento para abaixo de 7 por cento no ano que vem por temor de afetar a estabilidade financeira e a confiança do mercado.

Zhu Baoliang, economista-chefe do Centro Estatal de Informação, instituto governamental em Pequim, afirmou esperar que a meta de 2015 fique em torno de 7 por cento.

"Deveríamos definir uma meta de cerca de 7 por cento para o próximo ano e manter a meta por vários anos", disse ele à Reuters.

Pequim não deve anunciar sua meta para 2015 antes do início do próximo ano.

(Por Koh Gui Qing e Kevin Yao)

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