China dificulta aprovação de projetos de investimentos

O Conselho de Estado chinês anunciou que vai tornar o processo de aprovação de projetos de investimentos mais rígido, o que deve desacelerar o que o gabinete chamou de "problema proeminente" de crescimento dos investimentos. A medida, junto com o congelamento dos empréstimos que banqueiros afirmam que as autoridades chinesas impuseram nas últimas semanas, sugere que Pequim está recorrendo cada vez mais a passos administrativos para desacelerar o crescimento, depois que uma série de medidas de aperto monetário tiveram efeito limitado na economia.A diretriz do Conselho de Estado esclarece o papel das agências governamentais em cada momento do processo de aprovação e a ordem na qual eles deve dar o seu acordo. O documento ainda pede por uma implementação das regras mais rígida. "O fracasso na obediência de regras em alguns novos projetos de investimento, a implementação frouxa das regras e os esforços insuficientes na supervisão contribuíram para um crescimento excessivamente rápido dos investimentos, para muitos investimentos e de baixa qualidade e redundantes", afirmou o Conselho de Estado. Segundo o documento, as agências devem "estimular suas relações mútuas e assegurar que cada parte do processo esteja de acordo com as regras e procedimentos".A diretriz ecoa as medidas de desaceleração de 2003 e 2004, que incluíram uma proibição de empréstimos para projetos ilegais e um congelamento de novos projetos de investimento em alguns setores. No entanto, economistas afirmaram que o crescimento econômico não deve desacelerar significativamente no longo prazo, porque a moeda subvalorizada e o superávit comercial aumentam a liquidez doméstica.A economia da China continua a crescer rapidamente este ano, apesar dos cinco aumentos dos juros e da alta de 4,5 pontos porcentuais dos recolhimentos compulsórios dos bancos. Os investimentos em ativos fixos urbanos no período entre janeiro e outubro subiram 26,9%, o maior ritmo deste ano. Pequim está preocupada que a tendência possa superar a capacidade da economia, deixando os bancos com maus empréstimos, e levar ao desemprego. As informações são da Dow Jones.

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