China discorda de corte de 33% no minério de ferro

A Associação Chinesa de Ferro e Aço (Cisa, na sigla em inglês) disse, hoje, que suas siderúrgicas associadas não concordarão com o corte de 33% nos preços do minério de ferro, acordado entre a mineradora anglo-australiana Rio Tinto e a japonesa Nippon Steel Corp. A Cisa quer um corte de, no mínimo, 40%.

AE-DOW JONES, Agencia Estado

31 de maio de 2009 | 09h20

Segundo avaliação da entidade, se a indústria concordar com uma redução de 33%, o preço do minério ainda seria cerca de US$ 10 por tonelada maior que o praticado em 2007, quando a condição da economia era melhor do que a atual.

De acordo com comunicado colocado em seu site, a Cisa diz que a redução de 33% "resultará em perdas generalizadas entre as siderúrgicas chinesas". Esse corte não reflete "as mudanças na relação oferta-demanda do mercado internacional de minério de ferro", diz o comunicado. A Cisa também afirmou que tal redução não leva em conta a relação entre mineradoras e siderúrgicas "baseada no compartilhamento de interesses e benefícios mútuos".

Tian Zhiping, vice-gerente geral do Hebei Iron & Steel Group, afirmou no início da semana passada que as siderúrgicas chinesas esperavam completar as negociações no final de junho e que um acordo seria baseado na sinceridade de ambas as partes. O Hebei é o segundo maior grupo siderúrgico da China por produção e negocia o preço do minério por meio da Cisa.

Na terça-feira passada, a Rio Tinto anunciou um acordo com a Nippon Steel que reduz o preço do minério em 33%. Na quinta-feira, foi a vez da sul-coreana Posco também concordar com uma redução de 33% no preço de contrato. Foi a primeira vez em sete anos que mineradores e siderúrgicas concordaram em reduzir preços de contrato, o que reflete a queda da demanda provocada pela recessão econômica mundial.

Esses acordos podem se tornar referência para outras grandes mineradoras como BHP e Vale, que ainda estão em negociações com seus clientes.

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