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China diz que não haverá carne de porco especial para Olimpíadas

A China tentou na segunda-feira acalmaros temores sobre a qualidade dos alimentos servidos no país,que se prepara para realizar os Jogos Olímpicos de 2008. Na segunda-feira, o país organizou uma visita a uma fábricamodelo de processamento de carne e disse que nenhuma "carne deporco olímpica" vinha sendo preparada para as festividades. Autoridades chinesas negaram que o nível de hormônios eantibióticos na carne fornecida durante os Jogos de 2008 serácorrigido porque os testes de doping poderiam detectar essassubstâncias no corpo de atletas que ingerissem o alimento. Segundo o país, a carne destinada às Olimpíadas será amesma que a consumida pela população em geral. "Possuímos o mesmo sistema de controle para todos osconsumidores, incluindo os participantes dos Jogos Olímpicos",afirmou a repórteres Li Yuanping, da Administração Geral para aSupervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena. Diante de uma série de problemas envolvendo produtos de máqualidade e que chamaram atenção para a existência, no país, defornecedores de comida inescrupulosos e de agências de controlecorruptas, a China anunciou em agosto que, para os atletas dosJogos, criaria porcos usando rações sem hormônio. Mas, no começo deste mês, os organizadores do eventonegaram a existência de qualquer porco especial, dizendo que,como a ampla maioria da carne de porco encontrada em Pequimobedece aos padrões de qualidade, não havia necessidade deprodutos especiais. Na Pengcheng Foods, que fornece cerca de 45 por cento dacarne de porco fresca de Pequim, os jornalistas que visitaram afábrica de processamento assistiram aos suínos serem preparadospara a mesa: seus pêlos foram queimados com um maçarico antesde eles serem abertos, estripados e fatiados. O coração dosanimais era colocado em uma linha especial de processamento. O diretor-geral da Pengcheng, Yang Wenke, repetiu amensagem das autoridades dos Jogos sobre não ter havido nenhumamudança na produção para as Olimpíadas. "Eu nunca ouvi falar sobre carne de porco para asOlimpíadas", afirmou. "O problema com a qualidade dos alimentosprecisa ser considerado pelo mundo todo. Não se trata de algumacoisa para ser feita apenas durante os Jogos." Questionado sobre qual diferença haveria entre a carne deporco servida para os atletas e aquela vendida à população emgeral, ele respondeu: "Trata-se da mesma carne, sem tirar nempôr". Mas, apesar do suposto controle de qualidade, não hácerteza sobre se a Pengcheng estará entre os fornecedores dosJogos. Em Pequim, a Huadu Broiler Co., onde 36 milhões de frangossão processados anualmente, a mensagem era mais ou menos amesma. "Não há nada de especial", afirmou o diretor-geral SheFeng, quando questionado sobre os alimentos destinados à VilaOlímpica. "Por solicitação dos restaurantes e dos hotéis dos Jogos,podemos ampliar o número de especificações, mas os padrões dequalidade continuam a ser os mesmos", disse, sem entrar emmaiores detalhes.

LINDSAY BECK, REUTERS

12 de novembro de 2007 | 14h12

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