China e Coreia do Sul mantêm restrições a importações japonesas

A China e a Coreia do Sul rejeitaram neste domingo pedidos do Japão para que restrições a importações de alimentos e outros produtos japoneses fossem mais "razoáveis", mostrando a dificuldade que o governo japonês enfrentará para restaurar linhas de comércio após casos de contaminação por radiação devido ao desastre nuclear que se seguiu ao terremoto no país.

REUTERS

24 de abril de 2011 | 14h44

Os ministros do comércio exterior da China e da Coreia do Sul também disseram a seus pares japoneses que eles esperam que o Japão possa rapidamente recuperar sua cadeia de suprimentos, reduzida depois do desastre do mês passado e que pode afetar setores da economia global que dependem de partes produzidas no país.

"Pedi à China e à Coreia do Sul que se assegurem que haja uma base científica para as restrições a importações," disse o ministro do comércio exterior japonês Banri Kaieda a repórteres depois de uma reunião de cúpula.

"A resposta da Coréia do Sul foi de que eles precisam dar importância à segurança da população. A China também destacou a importância dos produtos alimentícios."

Kaieda encontrou-se com o ministro do Comércio Exterior chinês Chen Deming e o ministro do comércio exterior sul-coreano Kim Jong-hoon num momento em que o Japão lida com sua pior crise desde a Segunda Guerra.

Um terremoto de 9 pontos na escala Richter e um maremoto de mais de 10 metros assolaram a costa nordeste do país no dia 11 de março, deixando quase 28 mil mortos ou desaparecidos e causando um vazamento de radiação numa das usinas nucleares.

O governo estima que somente os danos materiais podem somar mais de 300 bilhões de dólares, tornando-o de longe o desastre natural mais caro da história.

(Reportagem de Stanley White)

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