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China e EUA querem ampliar segurança de produtos

A China e os Estados Unidos concordaram hoje em ampliar esforços para aumentar a segurança do consumidor, depois de vários escândalos nos últimos anos envolvendo produtos fabricados na China considerados perigosos. O comunicado, divulgado ao final de quase uma semana de negociações entre órgãos reguladores dos dois lados, vem três semanas antes de o presidente dos EUA, Barack Obama, chegar à China para sua primeira visita oficial ao país.

MARCÍLIO SOUZA, Agencia Estado

26 de outubro de 2009 | 10h46

"Uma melhoria sistemática das práticas na cadeia de fornecimento e distribuição será o meio mais eficaz para ampliar a segurança dos produtos", disse as agências no comunicado conjunto. Elas vão se concentrar em brinquedos, veículos, produtos elétricos, isqueiros e fogos de artifício, disse o comunicado.

Os dois órgãos - a Comissão de Segurança dos Produtos ao Consumidor dos EUA e o Departamento Geral de Supervisão e Inspeção da Qualidade da China - também prometeram promover "investigações científicas e baseadas em fatos, de maneira cooperativa" sobre as importações de drywall (estrutura à base de gesso usada em paredes, tetos e revestimentos) da China.

Os consumidores norte-americanos reclamaram de problemas físicos e de danos estruturais resultantes do drywall, importado da China durante o boom imobiliário e que tornou algumas casas inabitáveis. Os dois lados pretendem "apontar a causa dos problemas relatados, com o objetivo de assegurar que eles não voltarão a ocorrer", disse o comunicado.

Uma investigação mostrou que cerca de metade do vestuário e um terço dos móveis fabricados para crianças na província de Guangdong eram inseguros, já que muitos produtos continham produtos químicos prejudiciais à saúde, informou o jornal China Daily em maio. As informações são da Dow Jones.

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