China e Japão reiteram apoio aos países da zona do euro

A China está disposta a dar suporte ao crescimento da Europa, afirmou hoje o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Hong Lei, reiterando a retórica padrão que demonstra o apoio de Pequim aos países debilitados da zona do euro (que reúne os 17 países que utilizam o euro como moeda).

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

21 de junho de 2011 | 09h35

Os comentários de Hong surgem dias antes da visita do primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, à Hungria, ao Reino Unido e à Alemanha, de sexta a terça-feira. A China tem tomado medidas como aumentar a quantidade de bônus europeus que possui e estimular a cooperação econômica com países da Europa, para ajudar a região a enfrentar a crise de dívida soberana, disse Hong.

Japão

Na mesma linha, o ministro de Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, afirmou que o país vai aumentar os empréstimos para a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) para ajudar a resolver as dificuldades com a dívida da Grécia. O anúncio surge em meio à preocupação com o potencial impacto dos problemas financeiros europeus sobre a economia japonesa, que depende das exportações.

Até agora, o Japão investiu 2,13 bilhões de euros em dívidas emitidas pela EFSF, que foi criada há um ano para fornecer empréstimos para países da zona do euro que enfrentam dificuldades financeiras. "O Japão tem feito suas contribuições para levar estabilidade para as condições financeiras europeias, tais como comprar dívida vendida pela EFSF durante os esforços para dar suporte a Portugal" no começo deste mês, disse Noda. "Nós gostaríamos de dar continuidade a esses esforços."

O entusiasmo do Japão em ajudar a Europa pode refletir os receios de que uma piora na crise de dívida do continente prejudique a demanda europeia por exportações japonesas ou provoque uma valorização do iene diante do euro. "Nós queremos continuar cooperando com a comunidade internacional para evitar que tais riscos se espalhem", disse Noda, ao ser questionado sobre o impacto da crise europeia sobre a economia do Japão.

O ministro não quis, no entanto, revelar o que ele e outros líderes do G-7 (grupo das maiores economias do mundo) discutiram durante recentes teleconferências sobre a crise grega. O Japão está em uma situação fiscal crítica, afetada negativamente pela dívida pública que chega a 200% do Produto Interno Bruto (PIB) anual do país. Mas o governo japonês possui a segunda maior reserva internacional do mundo, no total de quase US$ 1,1 trilhão, com a qual pode comprar ativos estrangeiros.

Embora as reservas internacionais do Japão sejam na maior parte em dólares, o país possui euros suficientes para comprar bônus da EFSF sem que vender ativos em dólares ou outros bônus de longo prazo em euros, de acordo com o Ministério de Finanças. As informações são da Dow Jones.

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