China e Nova Zelândia assinam acordo de livre comércio

Os governos da China e da Nova Zelândia assinaram hoje um amplo acordo de livre comércio, o primeiro do gênero do gigante asiático com um país desenvolvido. O acordo, assinado pelos ministros do Comércio chinês, Chen Deming, e neozelandês, Phil Goff, dará à Nova Zelândia mais acesso a uma das economias que mais cresce no mundo atualmente.O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, e sua colega neozelandesa, Helen Clark, estiveram presentes à cerimônia de assinatura, realizada no Grande Palácio do Povo, em Pequim. "Este é um dia histórico nas relações entre a China e a Nova Zelândia", declarou Wen antes da assinatura. "O acordo não significa apenas termos alcançado as metas determinadas há dois anos, mas também faz da Nova Zelândia, o primeiro país desenvolvido a ter um acordo de livre comércio com a China."O chefe de governo chinês disse acreditar que o acordo aproximará ainda mais os dois países e será benéfico tanto para a China quanto para a Nova Zelândia. Clark, por sua vez, qualificou o pacto comercial com a nação mais populosa do planeta como "uma conquista de grande significado" para seu país, de apenas 4,1 milhões de habitantes. A população da China é de 1,3 bilhão de habitantes.O acordo foi obtido depois de 15 rodadas de negociações ao longo de três anos. Clark disse esperar que outros países sigam o exemplo da Nova Zelândia e fechem acordos de livre comércio com a China."A Austrália está em negociações com a China e gostaria de estar aqui onde estamos hoje. Eu penso que isso também é do interesse da União Européia (UE), assim como da Organização Mundial do Comércio (OMC)", declarou.O comércio bilateral entre China e Nova Zelândia é atualmente de US$ 6,1 bilhão por ano, com 75% das exportações tendo origem na China. Quando o acordo entrar em vigor, em 1º de outubro deste ano, as exportações neozelandesas, que hoje têm tarifas de até 5%, entrarão com tarifa zero no país asiático.Os produtos neozelandeses que entrarem na China com tarifas mais elevadas serão inseridas gradualmente no programa de comércio bilateral, até que em 2013, 31% das exportações da Nova Zelândia entrem livres de tarifas no mercado chinês. A previsão é de que até 2019, praticamente todos os produtos exportados pela Nova Zelândia à China estarão isentos de tarifas de importação.O acordo prevê ainda que 1.800 chineses poderão entrar na Nova Zelândia anualmente para trabalhar em áreas como medicina oriental, aulas de idiomas e serviços alimentícios. As informações são de agências internacionais.

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