China e petróleo animam bolsas europeias no 1º pregão de 2010

Índices abrem nas máximas em 12 meses, contrariando previsões de cautela para o início de ano

Nathália Ferreira,

04 Janeiro 2010 | 09h01

As bolsas europeias abrem a primeira semana de 2010 em alta, nas máximas em 12 meses, impulsionadas por ações ligadas a recursos básicos e contradizendo as previsões mais pessimistas de cautela no primeiro pregão do ano. Os mercados receberam uma injeção de otimismo com o índice de atividade industrial na China, que mostrou expansão pelo nono mês consecutivo.

 

O índice HSBC China de gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês), um indicador da

atividade da produção industrial nacional, subiu para 56,1 em dezembro, de 55,7 em novembro. Também foi divulgado o índice HSBC de gerentes de compra sobre a atividade industrial na Índia, que subiu para 55,6 em dezembro, de 53,0 em novembro, na maior aceleração desde maio.

 

Outro fator que ajuda no bom humor é o petróleo ter superado a marca de US$ 80 por barril pela primeira vez desde meados de novembro, em meio à demanda por óleo para aquecimento por causa do frio nos EUA. A marcha para cima das commodities foi um destaque de 2009 e isso provavelmente continuará este ano, afirmou o Société Générale em nota.

 

"A demanda de consumidores comerciais finais para commodities vai melhorar firmemente ao longo de 2010 para a maioria das commodities, impulsionada pela recuperação em andamento no crescimento econômico global e, em particular, pelos gastos com infraestrutura maciços na China", disse o banco.

 

No front corporativo, todos os olhares estão voltados para a Cadbury depois de notícias na imprensa britânica de que a norte-americana Kraft se prepara para aumentar a oferta pela Cadbury. Por volta das 7h30 (de Brasília), as ações da Cadbury subiam 0,3%.

 

Já Novartis caía 0,5% depois de ter assumido o controle da Alcon Inc. por meio da compra de participação de 52% na empresa de cuidados com os olhos da Nestlé SA, em um acordo de US$ 28,1 bilhões.

 

O setor de varejo ganhava impulso de uma melhora na recomendação pelo Credit Suisse. Embora o banco acredite que 2010 continuará sendo desafiador para as varejistas não-alimentícias, o mercado vai caminhar para descontar influências cíclicas.

 

Nos mercados de câmbio, o bom humor dos investidores estimula o apetite por risco e beneficia o euro em relação ao dólar. A moeda norte-americana, porém, recua em relação ao iene apesar das expectativas de que juros maiores nos EUA no longo prazo encorajariam investidores a comprar ativos denominados em dólar.

 

Às 8h14 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,64%; Paris avançava 1,06% e Frankfurt ganhava 0,90%. Entre os futuros de Nova York, o Nasdaq 100 tinha alta de 1,10% e o S&P 500 subia 0,66%.

O euro subia 0,49%, a US$ 1,4395, enquanto o dólar cedia 0,24% a 92,81 ienes.

As informações são da Dow Jones.

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