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China e Rússia planejam negociar em yuan e rublo

A China e a Rússia estão trabalhando para eventualmente realizar o comércio entre os dois países em yuan e rublo, segundo autoridades dos governos chinês e russo. O vice-primeiro-ministro chinês, Zhang Dejiang, afirmou que os dois lados deverão expandir os pagamentos em moedas locais nas áreas de fronteira e que a China e a Rússia planejam estabelecer um acordo monetário bilateral.

MARCÍLIO SOUZA E DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

13 de outubro de 2009 | 11h06

O vice-primeiro-ministro da Rússia, Aleksandr Zhukov, por sua vez, disse que a Rússia e a China estão trabalhando para usar suas moedas no comércio entre os dois países em vez de usar o dólar e o euro, mas observou que esse movimento vai demorar um tempo. Como parte desses movimentos, os bancos da China serão encorajados a estabelecer unidades na Rússia, e os bancos russos serão encorajados a fazer o mesmo na China, disse Zhang.

Parte do comércio na fronteira entre os dois países já é realizado usando o yuan. Anteriormente a China disse que planejava iniciar um processo para usar o yuan no comércio com a Rússia e o Sudeste da Ásia, mas não forneceu um prazo para isso. O país já começou um processo similar para o comércio com Hong Kong. As autoridades fizeram as declarações em um evento de economia e negócios realizado durante a visita do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, à China.

Acordos

A China assinou hoje acordos de recebimento de gás e de cooperação em petróleo com a Rússia. O acordo do gás, assinado pelo vice-primeiro-ministro russo, Igor Sechin, e pelo vice-primeiro-ministro chinês, Wang Qishan, baseou-se em um memorando de entendimento fechado em junho. O executivo-chefe da estatal russa de gás Gazprom, Alexei Miller, e o presidente da China National Petroleum (CNPC), Jiang Jiemin, também assinaram um acordo de linhas gerais para fornecimento de gás natural à China.

Embora nenhum detalhe adicional tenha sido dado na cerimônia em Pequim, Jiang, da CNPC, disse que não foram fixados preço nem volume do gás que será entregue pela Gazprom. Assim, os acordos, assinados num momento em que Putin visita a China, não chegam a resolver definitivamente as negociações que já duram três anos para o fornecimento de gás natural dos russos aos chineses.

Mais cedo, Miller, da Gazprom, havia dito que o acordo de gás entre os dois países poderia resultar no envio de 70 bilhões de metros cúbicos da commodity (matéria prima) para a China por ano. Os esforços da China para receber gás natural, que pode ser usado em usinas de energia e no setor químico, fracassaram em meio à disputa de preços, apesar de repetidos acordos que vêm sendo assinados. O gás natural é mais difícil de ser transportado do que o petróleo e está mais suscetível às condições locais. As informações são da Dow Jones.

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