China e Rússia são os vilões na alta do petróleo

O preço do petróleo, que ontem atingiu o recorde de 50 dólares o barril, não tem qualquer relação com os furacões que vêm atingindo o Golfo do México, de cujos poços são extraídos apenas 1% da produção mundial. Os "vilões" responsáveis pelo aumento são a China e a Rússia, segundo a avaliação do analista de comercio exterior Joseph Tutundjian. Em entrevista ao programa Conta Corrente, da Globo News, ele lembrou que a China, que ate há poucos anos era exportadora do produto, hoje importa 2,5 milhões de barris diários e seu consumo cresce cada vez mais. Hoje, os chineses respondem por 40% do aumento do petróleo no mundo. O outro "vilão", de acordo com a expressão do próprio entrevistado, é a Rússia, cujas exportações entraram em compasso de espera devido à disputa travada entre o presidente Vladimir Putin e a Yukos, o maior grupo produtor do país. "O resto é mais medo do terrorismo, de emoções exacerbadas", acrescentou.

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