Alexey Druzhinyn/Efe
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China e Rússia se aproximam e assinam contratos milionários

Países planejam também adotar as moedas locais para o pagamento em futuras operações comerciais

Danielle Chaves, da Agência Estado,

13 de outubro de 2009 | 11h16

China e Rússia assinaram nesta terça-feira, 13, diversos contratos que totalizam US$ 3,5 bilhões, demonstrando um interesse mútuo de fortalecerem os laços comerciais. Entre os acordos firmados está o de fornecimento de 700 milhões de metros cúbicos de gás natural russo para o país asiático. O acordo do gás, assinado pelo vice-primeiro-ministro russo, Igor Sechin, e pelo vice-primeiro-ministro chinês, Wang Qishan, baseou-se em um memorando de entendimento fechado em junho.

 

O executivo-chefe da estatal russa de gás Gazprom, Alexei Miller, e o presidente da China National Petroleum (CNPC), Jiang Jiemin, também assinaram um acordo de linhas gerais para fornecimento de gás natural à China.

 

Embora nenhum detalhe adicional tenha sido dado na cerimônia em Pequim, Jiang, da CNPC, disse à agência Dow Jones que não foram fixados preço nem volume do gás que será entregue pela Gazprom. Assim, os acordos, assinados num momento em que o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, visita a China, não chegam a resolver definitivamente as negociações que já duram três anos para o fornecimento de gás natural dos russos aos chineses.

 

Comércio com moedas locais

 

A China e a Rússia estão trabalhando para eventualmente realizar o comércio entre os dois países em yuan e rublo, segundo autoridades dos governos chinês e russo. O vice-primeiro-ministro chinês, Zhang Dejiang, afirmou que os dois lados deverão expandir os pagamentos em moedas locais nas áreas de fronteira e que a China e a Rússia planejam estabelecer um acordo monetário bilateral.

 

O vice-primeiro-ministro da Rússia, Aleksandr Zhukov, por sua vez, disse que a Rússia e a China estão trabalhando para usar suas moedas no comércio entre os dois países em vez de usar o dólar e o euro, mas observou que tal movimento vai demorar um tempo. Como parte desses movimentos, os bancos da China serão encorajados a estabelecer unidades na Rússia, e os bancos russos serão encorajados a fazer o mesmo na China, disse Zhang.

 

Parte do comércio na fronteira entre os dois países já é realizado usando o yuan. Anteriormente a China disse que planejava iniciar um processo para usar o yuan no comércio com a Rússia e o Sudeste da Ásia, mas não forneceu um prazo para isso. O país já começou um processo similar para o comércio com Hong Kong. As autoridades fizeram as declarações em um evento de economia e negócios realizado durante a visita do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, à China.

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