China e UE dizem que evitarão protecionismo após tensões

A União Europeia (UE) e líderes chineses concordaram nesta quinta-feira em evitar medidas de protecionismo comercial após meses de tensão crescente entre os parceiros globais, com a China prometendo continuar a investir na dívida europeia.

SEBASTIAN MOFFETT E KEVIN YAO, Reuters

20 de setembro de 2012 | 14h11

Em encontro em Bruxelas, o 15o entre o maior bloco comercial do mundo e a China, a segunda maior economia, o primeiro-ministro Wen Jiabao buscou minimizar as discussões com a Europa sobre políticas de exportação e práticas comerciais de Pequim.

"Ambos (China e UE) seguimos políticas econômicas e comerciais livres e abertas, rejeitamos protecionismo comercial e trabalhamos para progredir com a globalização econômica", disse Wen durante conferência com empresários às margens do encontro com a UE.

Wen e os líderes europeus Herman Van Rompuy e José Manuel Barroso enfatizaram o tamanho e a interdependência de suas relações, que viram o comércio entre as partes dobrar de tamanho nos últimos oito anos.

O comércio entre China e UE tem sido marcado recentemente por disputas, incluindo a acusação da Comissão Europeia (órgão executivo da UE) no começo deste mês de que Pequim estava comercializando painéis solares abaixo do preço de custo no mercado europeu.

O líder chinês também disse acreditar que a Europa é capaz de superar sua crise da dívida e que a China continuará desempenhando seu papel de investidor no mercado da dívida europeia.

"Nos últimos meses, a China continuou a investir nos títulos governamentais da zona do euro e naqueles emitidos pelo Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, na sigla em inglês)", disse ele, acrescentando que Pequim também está em negociação para realizar outros investimentos.

"A Europa é um dos principais mercados para a China investir suas reservas internacionais e a China continuará participando dos esforços para combater a crise da dívida europeia por meio dos canais apropriados", completou.

As reservas internacionais da China são as maiores do mundo, totalizando 3,24 trilhões de dólares. Economistas dizem que aproximadamente um quarto dessa quantia representa ativos denominados em euro.

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