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Greg Baker / AFP
Greg Baker / AFP

China entra com reclamação na OMC contra tarifas dos EUA

Asiáticos questionam na organização tarifas impostas pelo governo Trump aos produtos chineses

Gabriel Costa, com Agências internacionais, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2018 | 09h42
Atualizado 16 de julho de 2018 | 12h44

PEQUIM - O Ministério do Comércio da China afirmou nesta segunda-feira, 16, que entrou com uma reclamação na Organização Mundial do Comércio (OMC) em relação à lista de tarifas propostas por Washington sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses.

O governo chinês havia informado na semana passada que o país abriria imediatamente uma reclamação na OMC contra o unilateralismo dos Estados Unidos, após a ameaça norte-americana de adotar tarifas de 10% sobre outros US$ 200 bilhões em importações chinesas.

As imposições incluem itens como roteadores, móveis e bolsas. A China reagiu duramente ao anúncio do governo do presidente americano, Donald Trump, acusando os EUA de tomar medidas sem base na legislação internacional.

++'Estamos em uma batalha comercial desagradável com a China', diz Trump

A China informou anteriormente que cresceu 6,7% no segundo trimestre, na comparação anual, como esperado pelos analistas ouvidos pelo "Wall Street Journal". No primeiro trimestre, o crescimento havia sido de 6,8%. Analistas preveem que pode haver maior desaceleração econômica, caso cresçam os efeitos da guerra comercial com os EUA.

Ainda nesta segunda-feira, os Estados Unidos também entraram na OMC com queixas separadas contra China, União Europeia, Canadá, México e Turquia. O país questiona as tarifas impostas em retaliação à decisão do governo Trump de impor tarifas à importação de aço e alumínio. O argumento usado pelos americanos para essas tarifas foi a proteção dos interesses à segurança nacional.

O Escritório do Representante de Comércio dos EUA argumenta que as tarifas dos EUA ao aço e ao alumínio são "justificadas no âmbito dos acordos internacionais", porém as retaliações "são completamente sem justificativa" sob essas regras.

++China e UE fecham acordo para defender sistema multilateral 

Mais cedo, China e União Europeia (UE) fecharam um acordo para defender o sistema multilateral de comércio e rejeitaram as medidas unilaterais impostas pelos Estados Unidos.

O governo chinês prometeu, além disso, que continuará o processo de abertura da sua economia a investimentos e exportações europeias, segundo afirmou o primeiro-ministro, Li Keqiang, em entrevista.

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Além disso, Pequim e Bruxelas trocaram novas ofertas nas negociações para tratados bilaterais de investimentos que mantêm há quatro anos e que entraram em uma "nova fase", em palavras do primeiro-ministro chinês.

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