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China exporta menos pela 1ª vez desde junho de 2001

Vendas externas do país caem 2,2% em novembro na comparação anual e contrariam expectativas do mercado

Marcílio Souza e Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

10 de dezembro de 2008 | 08h53

As exportações da China caíram 2,2% em novembro na comparação com igual mês do ano passado, para US$ 114,99 bilhões. Foi o primeiro declínio desde junho de 2001 e contrariou a expectativa média de 13 analistas consultados pela Dow Jones, que era de crescimento de 15%. Em outubro, as exportações haviam aumentado 19,2% em comparação com igual mês de 2007.   Veja também: Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  As importações recuaram 17,9% em novembro ante igual mês do ano passado, para US$ 74,9 bilhões, o primeiro declínio desde fevereiro de 2005. Economistas esperavam expansão de 12%. Em outubro, as importações haviam aumentado 15,6% em comparação com outubro do ano passado.O superávit comercial da China subiu para um recorde de US$ 40,09 bilhões em novembro, excedendo o recorde anterior de US$ 35,2 bilhões, registrado em outubro. Economistas esperavam um superávit de US$ 32,4 bilhões.Nos 11 primeiros meses deste ano, as exportações chinesas somaram US$ 1,317 trilhão, 19,3% maiores que as acumuladas em igual período do ano passado, enquanto as importações cresceram 22,8%, para US$ 1,061 trilhão, de acordo com a Administração Geral de Alfândegas do país. O superávit comercial no período somou US$ 255,95 bilhões. As exportações da China para a União Européia cresceram 21,8% no período de janeiro a novembro em comparação com igual intervalo de 2007; para os EUA, o aumento foi de apenas 9,6%.Preços no atacadoO índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da China subiu 2% em novembro, em comparação com o mesmo período do ano passado, marcando o seu ritmo mais vagaroso desde abril de 2006, segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas. A alta de novembro ficou muito abaixo da elevação de 6,6% registrada em outubro e da média das previsões dos analistas de 4,5%.   Os economistas atribuíram a desaceleração do índice à queda dos preços internacionais das commodities e à escassa demanda provocada pela desaceleração econômica global. Eles afirmaram ainda que prevêem a continuidade dessa tendência.

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