China forma equipe especial para investigar acidente com avião da Embraer

Objetivo é estabelecer a responsabilidade pelo ocorrido e ajudar o governo a evitar futuros desastres 

Ligia Sanchez, da Agência Estado,

30 de agosto de 2010 | 09h16

A China está formando uma força-tarefa especial que reúne funcionários de seis agências governamentais diferentes para investigar o acidente aéreo envolvendo um avião da Embraer que ocorreu na semana passada, matando 42 pessoas. As informações são do veículo estatal China Daily.

A equipe, que inclui profissionais das administrações de segurança do trabalho e de aviação civil, vão investigar a causa do acidente, ocorrido na província de Heilongjiang. O objetivo é estabelecer a responsabilidade pelo acidente e assessorar o governo sobre como reforçar o setor aéreo para evitar futuros desastres, de acordo com o vice-diretor do conselho de segurança do trabalho, Liang Jiakun, citado pela reportagem.

"A investigação envolve cada aspecto da aeronave - seu fabricante, operador, piloto, tripulação, registro de manutenção, controle de tráfego aéreo e autoridades do aeroporto", afirmou o vice-diretor da administração de aviação civil, Li Jian.

Na terça-feira, 24 de agosto, o avião modelo ERJ-190, fabricado pela brasileira Embraer e operado pela Henan Airlines, sofreu o acidente no momento em que tentava aterrisSar, em meio a forte neblina, no aeroporto de Lindu, perto da cidade de Yichun, próxima à fronteira com a Rússia. Cinquenta e quatro pessoas sobreviveram.

Uma investigação inicial e relatos de sobreviventes indicam que o avião varou a pista e bateu, partindo a cabine e causando uma explosão, segundo informações da mídia estatal.

Autoridades da província de Henan, na região central da China, pediram à companhia aérea que mude seu nome, para evitar que sua imagem seja afetada ao ser relacionada ao acidente. Anteriormente, a companhia era conhecida como Kunpeng Airlines.

O acidente foi o de maior proporção na China em aproximadamente seis anos e autoridades já ordenaram checagens da crescente frota da aviação civil do país, que já conta com 1,3 mil aeronaves. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.