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China impede a Coca-Cola de comprar empresa local

Multinacional teria 40% do mercado de suco chinês

Cláudia Trevisan, O Estadao de S.Paulo

19 de março de 2009 | 00h00

As autoridades da China vetaram ontem a oferta de US$ 2,4 bilhões da Coca-Cola para a compra da maior fabricante de sucos do país, a empresa Huiyuan. A operação, se fosse concretizada, seria a maior aquisição de uma empresa chinesa por capital estrangeiro.A decisão foi adotada com base na lei antitruste que entrou em vigor no ano passado. A atitude pode indicar uma postura mais defensiva do governo da China em relação a investidores de fora, já que foi tomada mesmo em um momento de drástica redução das fontes de financiamento em todo o mundo.O Ministério do Comércio justificou o veto com o argumento de que a compra teria um impacto negativo sobre a concorrência no setor. "Consumidores seriam forçados a aceitar preços mais altos e ter uma menor possibilidade de escolha de produtos", afirmou o ministério, em uma nota oficial.Se conseguisse consumar a compra, a Coca-Cola passaria a controlar 40% do mercado de sucos de frutas da China, o que provocou reações contrárias ao negócio dos concorrentes da Huiyuan. Também pesou contra a operação o fato de a empresa deter uma das poucas marcas de prestígio genuinamente chinesas. A proposta da Coca-Cola, feita em setembro de 2008, provocou reações em setores nacionalistas, que usaram fóruns na internet para criticar a operação.A China é o quarto maior mercado para a fabricante mundial de bebidas e a compra da Huiyuan era coerente com a estratégia da empresa de reduzir sua dependência de refrigerantes e investir em produtos considerados mais saudáveis.A Coca-Cola entrou na China em 1979 e, desde então, investiu US$ 1,6 bilhão no país. Mesmo com o fracasso da aquisição da Huiyuan, a companhia pretende destinar US$ 2 bilhões no próximos três anos para expandir seus negócios em território chinês.A previsão de analistas do setor de bebidas é que a China supere Brasil, México e Estados Unidos e se transforme no maior mercado para a Coca-Cola muito em breve, provavelmente até 2010.

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