China impõe nova regra para importação de DDG de milho dos EUA, dizem associações

A exigência é de que destilarias dos EUA certifiquem seus grãos secos como livres da variedade transgênica MIR 162

REUTERS

24 de julho de 2014 | 15h34

A Autoridade de Inspeções de Importações da China (Aqsiq, na sigla original) está exigindo que destilarias dos Estados Unidos certifiquem seus grãos secos (DDG, na sigla em inglês) como livres da variedade transgênica MIR 162, disse o Conselho de Grãos dos EUA, uma associação de exportadores, em uma carta à qual a Reuters teve acesso.

A nova exigência tem vigência imediata, disse o documento, que foi enviado à Reuters por email, por uma fonte do mercado.

Todos os carregamentos de DDG que foram embarcados a partir de 24 de julho que não tenham a certificação serão rejeitados, disse Associação de Exportadores de Grãos da América do Norte (Naega, na sigla em inglês), em uma nota a membros, repassada à Reuters por outra fonte do mercado.

O Conselho de Grãos dos EUA (USGC) acrescentou que terá que "parar de atuar como agente para empresas de etanol dos EUA para submeter documentação de registro" junto ao Ministério da Agricultura da China. A mudança é um resultado na nova exigência chinesa e de novas regulamentações sobre o registro de usinas de etanol que pretendam exportar DDG.

Nem o USGC nem a Naega estavam imediatamente disponível para comentar.

Os grãos secos de destilaria são um subproduto do esmagamento e refino de etanol de milho.

A China parou de emitir autorizações de importação de DDG dos EUA em junho, em meio a preocupações de que ele contenha a variedade MIR 162.

A variedade, que foi desenvolvida pela Syngenta, não foi aprovada para importação pelas autoridades chinesas.

(Por Christine Stebbins e Julie Ingwersen)

Tudo o que sabemos sobre:
COMMODSMILHOCHINAEUA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.