coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

China in Box chega ao México em outubro

A rede de comida chinesa China in Box se prepara para desembarcar no México. A empresa deve inaugurar sua primeira unidade no país em outubro deste ano, quando comemora seu décimo ano de vida. O processo está na etapa de aprovação do imóvel em Guadalajara, considerada cidade-teste para lançamento de produtos. A segunda loja deverá ser instalada na Cidade do México, no segundo semestre do ano que vem. A meta é abrir 60 unidades no país nos próximos cinco anos.A chegada ao México, de acordo com o presidente da China in Box, Robinson Shiba, servirá como ponto de partida da rede para os Estados Unidos. Apesar da tradição norte-americana de diversidade culinária, os restaurantes lá não evoluíram, explica o empresário. Ele conta que voltou recentemente a um restaurante que entrou pela primeira vez há 10 anos e tudo continuava igual. "Eles não se modernizaram", avalia. Daí a aposta de que a rede pode decolar por lá. Para Shiba, a incursão pelo México deve ser muito semelhante à experiência brasileira de 10 anos atrás. Lá, assim como era aqui, os restaurantes de comida chinesa têm uma imagem associada à falta de higiene. No Brasil, esta impressão foi quebrada, segundo ele, de forma paulatina, com a estratégia de uma cozinha aberta e da maior "transparência" dos estabelecimentos. Hoje, a rede possui 105 unidades em todo o Brasil, sendo 11 próprias e o restante em forma de franquia.Pioneirismo - A idéia de Shiba foi pioneira. Não havia até 1992 a cultura do consumo de comida chinesa no Brasil, nem fast-food delivery, muito menos entrega em caixinhas impermeáveis de papelão. De lá para cá, o movimento só aumentou, com exceção dos anos de 1998, durante a crise russa, e de 1999, com a desvalorização cambial. Segundo o empresário, mesmo com o aparecimento da concorrência, a rede continua a crescer não só em número de franqueados, mas em volume de pedidos. No ano passado, o faturamento chegou a R$ 25 milhões, resultado 5% superior ao de 2000. Para este ano a perspectiva é crescer no mesmo ritmo.Internacionalização - No processo de internacionalização, a China in Box repete praticamente o mesmo caminho trilhado por outra empresa nacional de fast-food, o Habib´s, que após se espalhar pelo País abriu sete operações no México, onde teve boa aceitação. A loja localizada na maior avenida da Cidade do México, a Insujientes, é uma das de maior movimento de toda rede, considerando até as unidades brasileiras. A idéia do Habib´s também era invadir os Estados Unidos, mas os planos foram engavetados com o atentado de 11 de setembro. A tragédia ocorreu poucos dias antes de o executivo Alberto Saraiva se mudar para lá, onde iniciaria sua trajetória por Miami.Antes de se aventurar na América do Norte, a experiência do China in Box fora do Brasil passou pela Argentina. Uma única unidade funcionou por três anos e meio em Buenos Aires, mas acabou sendo fechada em setembro do ano passado, em razão da crise econômica. Embora tenha dado certo por algum tempo, a receptividade inicial no país vizinho foi menor do que a observada no México, conta Shiba. Leia mais sobre o setor de Comércio e Serviços no AE Setorial, o serviço da Agência Estado voltado para o segmento empresarial.

Agencia Estado,

21 de junho de 2002 | 18h22

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.