China já é maior consumidor de energia do mundo

Potência asiática superou os Estados Unidos que se mantinham na liderança desse ranking de países há mais de 100 anos

, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2010 | 00h00

NOVA YORK

Como resultado de anos de rápido crescimento econômico, a China é agora o maior consumidor de energia do mundo, superando os Estados Unidos que ocupavam o primeiro lugar há mais de um século, afirmou o Wall Street Journal, citando dados da Agência Internacional de Energia (AIE).

A agência, cujas previsões são consideradas como indicadores importantes para a indústria de energia, informou que a China consumiu um total de 2,252 bilhões de toneladas de petróleo equivalente no ano passado, ou cerca de 4% mais que os 2,170 bilhões de toneladas de petróleo equivalente utilizados pelos Estados Unidos no período.

A recessão global atingiu os EUA mais severamente do que a China e feriu a atividade industrial americana e a utilização de energia norte-americana. No entanto, o consumo total de energia da China tem registrado taxas de crescimento anual de dois dígitos há muitos anos, impulsionado pela grande base industrial do país. Para se ter uma ideia do rápido crescimento da demanda de energia chinesa, o consumo energético total da China foi apenas metade do tamanho do consumo dos EUA dez anos atrás.

"O fato de que a China superou os EUA como o maior consumidor mundial de energia simboliza o início de uma nova era na história da energia", disse o economista chefe da AIE, Fatih Birol. Segundo ele, os EUA foram o maior consumidor de energia desde os anos 90. A AIE é conselheira de energia para as maiores economias do mundo.

Vazamento. O Porto de Dalian, um dos maiores da China, fechou na segunda-feira por causa da explosão de um oleoduto submarino, que provocou um grave vazamento de óleo, fez uma refinaria reduzir sua produção e obrigou os importadores a desviarem suas cargas para outros terminais.

O incêndio do fim de semana pode prejudicar também o embarque de minério de ferro e soja, além de gerar um debate na China sobre as regras ambientais, menos de uma semana depois das suspeitas de acobertamento das autoridades num vazamento tóxico numa mina de cobre no sul do país.

O incêndio começou na noite de sexta-feira, quando dois dutos explodiram durante o carregamento de um navio-tanque fretado pela estatal PetroChina.

Ninguém ficou ferido, mas centenas de bombeiros levaram mais de 15 horas para controlar as chamas, segundo a imprensa estatal. Cerca de 1.500 toneladas de petróleo vazaram no mar, deixando uma mancha com 183 quilômetros quadrados, dos quais 50 quilômetros quadrados de contaminação considerada "severa". Outros seis navios com capacidade para 12 milhões de barris devem ser desviados para outros portos na Coreia do Sul ou China, segundo fontes do setor de navegação. /DOW JONES NEWSWIRES

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