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China lança operação com yuan para flexibilizar câmbio

A China anunciou hoje que vai lançar operações com opções de yuan ante outras moedas a partir de 1º de abril. A medida sinaliza a intenção de Pequim de tolerar um câmbio mais flexível e volátil e de internacionalizar a moeda chinesa. O anúncio surge após uma série de medidas tomadas pelo governo da China nos últimos meses, para dar às empresas mais instrumentos para deter moedas e para expandir o uso do yuan fora do país.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

16 de fevereiro de 2011 | 10h52

Em comunicado, a Administração Estatal de Câmbio Externo (Safe, na sigla em inglês) da China afirmou que vai inicialmente lançar operações de opções de yuan do tipo europeu no mercado interbancário. As empresas poderão comprar dos bancos opções de compra ou de venda, mas não poderão vendê-las a menos que estejam ajustando suas posições. A Safe afirmou que a flexibilidade do yuan aumentou nos últimos anos e que "essa também será a tendência futura".

Em uma opção de câmbio, um comprador de opção tem o direito de comprar (ou de vender) uma moeda a uma taxa específica em uma data futura. A exposição é limitada em tais operações, porque o investidor não é obrigado a exercer a opção. Ou seja: se o detentor de uma opção de compra, por exemplo, decidir ao fim do prazo não comprar a moeda pelo preço previamente acertado (preço de exercício), a opção perde o valor ("vira pó", no jargão do mercado).

No caso de uma opção do tipo europeu, o investidor só pode exercer seu direito (de compra ou de venda da moeda ao preço previamente acertado) quando o contrato expira. Existem em outras partes do mundo opções do tipo americano, em que o investidor pode exercer seu direito de compra ou de venda quando quiser, até o prazo final do contrato de opção. Em várias partes do mundo, contratos de opção geralmente são utilizados como hedge (proteção) em operações com ativos como moedas estrangeiras, commodities e até mesmo ações, entre outros. As informações são da Dow Jones.

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