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China libera estoques de grãos

Objetivo do governo é reduzir a alta da inflação

O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2022 | 00h00

A China tomou medidas adicionais ontem para diminuir a pressão sobre os preços dos alimentos, um importante fator no aumento da inflação, que atingiu recentemente o maior nível em mais de dez anos. O governo decidiu liberar grãos e óleos vegetais de reservas estatais para aumentar a disponibilidade de alimentos no mercado doméstico, de acordo com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, na sigla em inglês). Os produtos serão oferecidos a preços abaixo do mercado.O governo também reduziu a tarifa de importação de soja de 3% para 1% durante três meses para encorajar as compras no exterior e, dessa forma, aumentar a disponibilidade de ração e óleo de soja. Além disso, o governo começou a oferecer suínos da reserva central e vai liberar cerca de 30 mil suínos vivos até 15 de outubro a preços abaixo de mercado, de acordo com uma fonte próxima da situação.Os anúncios mais recentes acompanharam uma decisão do governo, na quarta-feira, de congelar os preços de utilidades controladas pelo governo, o que foi visto como a medida mais drástica tomada até agora para conter o aumento da inflação. O congelamento dos preços continuará até o fim do ano. Na quinta-feira, o governo aumentou o controle sobre o processamento industrial de milho, que é cada vez mais procurado pela indústria que fabrica etanol.RECORDESAs medidas foram impulsionadas pelo avanço da inflação, cuja taxa acumulada em 12 meses atingiu 6,5% em agosto, a maior em 11 anos. A elevação foi provocada por aumentos de dois dígitos nos preços de alimentos politicamente sensíveis, em particular a carne de suíno.Os preços recordes de vários itens essenciais também levaram o banco central a elevar a taxa de juros este mês, na quinta alta do ano.

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