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China manifesta preocupação com títulos dos EUA

País é o maior detendor da dívida do governo norte-americano e espera medidas para reduzir déficit

HÉLIO BARBOZA, Agencia Estado

13 de março de 2009 | 06h36

O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao manifestou preocupação com os títulos da dívida do governo dos EUA mantidos pela China e pediu que Washington tome medidas efetivas para restaurar a saúde da economia norte-americana. A China é o maior detentor de dívida do governo norte-americano e investiu cerca de 70% de suas reservas internacionais de US$ 2 trilhões em ativos em dólar.

 

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Wen disse que Pequim esperar ver resultados do plano de recuperação econômica do presidente norte-americano, Barack Obama, mas expressou preocupação de que o elevado déficit daquele país e a taxa de juro perto de zero possam diminuir o valor dos bônus dos Estados Unidos nas mãos da China.

"Emprestamos um enorme montante de dinheiro para os EUA, então naturalmente estamos preocupados quanto á segurança dos nossos ativos", afirmou Jiabao. O primeiro-ministro chinês pediu que os EUA "mantenham sua credibilidade, honrem seus compromissos e garantam a segurança dos ativos chineses".

Em sua entrevista coletiva anual - uma rara oportunidade para os jornalistas fazerem perguntas diretamente ao primeiro-ministro - Jiabao expressou confiança na capacidade do governo chinês em manter o crescimento de sua própria economia. Ele disse que está disposto a fazer o que for necessário para garantir que a China cumpra neste ano sua tradicional meta de crescimento de cerca de 8%.

O primeiro-ministro declarou que o atual programa de investimentos do governo chinês, de 4 trilhões de yuans (US$ 585 bilhões), atende "tanto as necessidades de curto prazo como as de longo prazo", e que as expectativas do mercado na semana passada por outro pacote de estímulo estavam baseadas em "rumores e interpretações errôneas".

No entanto, a China pode fazer mais se for necessário, disse Jiabao. "Reservamos munição adequada", afirmou. "A qualquer momento podemos introduzir novas políticas de estímulo." As informações são da Dow Jones.

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