J Patrick Fischer/Wikimedia Commons
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China mira multinacionais para subir arredacadação

O crescimento da receitas fiscais desacelerou para 7,4% entre janeiro e setembro, contra 9% no mesmo período do ano anterior

Estadão Conteúdo

05 Dezembro 2014 | 06h25

Com os tempos cada vez mais difíceis na China, a parcela mais rica da população e os investidores estrangeiros estão na mira das autoridades tributárias do país. O crescimento da receitas fiscais desacelerou para 7,4% entre janeiro e setembro, contra 9% no mesmo período do ano anterior.

A queda fez com que o governo orientasse as autoridades locais a intensificar a cobrança de impostos sobre rendimento pessoal. Até então, tal tributação tinha sido ignorada, representando apenas 6,3% das receitas fiscais da China nos primeiros nove meses deste ano.

A maioria da população já tem seu imposto deduzido na folha de pagamento, por isso estão menos propensos a serem atingidos pelos novos esforços de arrecadação. Mas a renda proveniente de investimentos ou de rendimentos de ações, que se tornou uma importante fonte de riqueza para os chineses, pode entrar na mira das tributações. A atenção das autoridades também deve se voltar aos ativos detidos por chineses no exterior.

O governo chinês também pode aumentar a cobrança de impostos de companhias multinacionais que atuam no país e deve olhar com cuidado suas atividades para impedir a evasão fiscal. Os estrangeiros que não cumprirem as regras do país estarão sujeitos a penalidades mais pesadas. No passado, empresas acusadas de sonegação eram obrigadas apenas a pagar a diferença em impostos e uma pequena multa. Mas agora as companhias podem ser obrigadas a deixar o país até pagar toda a sua dívida tributária, de acordo com comunicado da Autoridade Fiscal de Pequim. Fonte: Dow Jones Newswires.

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