Shawn Thew/EFE - 9/5/2019
Shawn Thew/EFE - 9/5/2019

'China não deveria retaliar, ou coisas apenas ficariam piores', diz Trump

Presidente dos Estados Unidos foi ao Twitter defender sua estratégia para o comércio com a China. Ele argumentou que não há motivo para os consumidores americanos pagarem pelas tarifas mais recentes

Gabriel Bueno da Costa, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2019 | 09h05

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi ao Twitter nesta segunda-feira, 13, defender sua estratégia para o comércio com a China. Em suas mensagens, Trump afirmou que o país asiático não deveria impor retaliações contra produtos americanos, "ou as coisas apenas ficariam piores".

Trump argumentou que não há motivo para os consumidores americanos pagarem pelas tarifas mais recentes, que, segundo ele, entram em vigor na China nesta segunda. Trump disse, sem citar a fonte, que teria sido "provado" que apenas 4 pontos porcentuais dos custos pelas tarifas vão para os consumidores americanos e 21 pontos para os chineses, "porque a China subsidia produtos em uma escala muito grande".

O presidente americano recomendou aos consumidores locais que comprem produtos de um país não tarifado ou que sejam produzidos localmente. De acordo com ele, muitas companhias deixarão a China, preferindo o Vietnã ou outras nações asiáticas. "É por isso que a China quer tanto fazer um acordo!", afirmou.

Trump disse que a China tem tirado vantagem dos EUA "por tantos anos" e que os presidentes americanos não haviam feito nada a respeito até então. "Portanto, a China não deveria retaliar ou as coisas apenas ficariam piores!", argumentou. Ele ainda escreveu que os países tinham um acordo quase concluído, mas Pequim recuou. "Eu digo abertamente ao presidente Xi Jinping e a todos os meus muitos amigos na China que ela será grandemente prejudicada se não fizer um acordo, porque as empresas serão forçadas a deixá-la por outros países", afirmou.

Pressão

O presidente americano começou a elevar a pressão sobre a China no primeiro domingo do mês, 5, quando anunciou pelo Twitter que a tarifa de 10% imposta a US$ 200 bilhões em bens chineses subiria para 25%. O anúncio fez as bolsas europeias caírem mais de 2% e as bolsas chinesas registrarem a sua maior queda diária desde 2016.

O aumento das tarifas passou a valer na última sexta, 10, mesmo dia em que representantes dos dois países se encontraram. No Twitter, Trump disse estar preparado para uma longa batalha. Foram dois dias de conversas que acabaram, mais uma vez, sem acordos

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