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China não está sob pressão para valorizar moeda, diz BC

O governo da China vai decidir o ritmo da valorização do yuan e o país não está sob pressão externa em relação ao assunto, afirmou o presidente do Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país), Zhou Xiaochuan, nos bastidores da reunião do G-20 - grupo das 20 maiores economias do mundo. O encontro terminou no domingo.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

21 de fevereiro de 2011 | 10h31

"Nós dependemos majoritariamente do nosso próprio julgamento no momento de fazer ajustes no valor do yuan", disse Zhou, conforme relato do Oriental Morning Post. "Nós nunca damos atenção especial à pressão de fora", garantiu. Ao mesmo tempo, Zhou prometeu usar todos os meios disponíveis para combater a inflação, incluindo a taxa de câmbio, de acordo com os relatos.

A China quer internacionalizar sua moeda gradualmente e não houve qualquer mudança na opinião do governo desde que o PBOC anunciou sua política, em 2009, afirmou Zhou, segundo o jornal estatal China Daily. A China tem deixado o yuan se valorizar a uma taxa anual de cerca de 6% sobre o dólar desde junho do ano passado, quando efetivamente encerrou a fixação entre as duas moedas, que durou dois anos, e prometeu tornar o yuan mais flexível. Considerando os diferentes níveis de inflação na China e nos EUA, o yuan tem subido cerca de 10% ao ano diante do dólar, mas autoridades norte-americanas e de outros países dizem que isso não é suficiente.

Após anos de resistência, a China concordou, durante a reunião do G-20, em permitir que a comunidade internacional analise sua política cambial, abrindo caminho para um acordo que estabelece os parâmetros para um sistema de alerta econômico. Hoje, o yuan subiu para 6,5668 por dólar. As informações são da Dow Jones.

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