Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters

-15%

E-Investidor: como a queda do PIB afeta o mercado financeiro

Com incertezas provocadas pela pandemia, China não fixa meta para o PIB pela primeira vez

No primeiro trimestre do ano, o país teve a primeira retração econômica em mais de quatro décadas, recuando 6,8% na comparação com o mesmo período de 2019

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2020 | 00h08

PEQUIM - O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, afirmou nesta sexta-feira, 22, que o governo não fixará uma meta para o PIB em 2020, num reconhecimento dos desafios que a segunda maior economia do mundo enfrenta durante o combate à pandemia do novo coronavírus.    

A falta de uma meta de crescimento oficial - essa é a primeira vez desde 1994 que Pequim não divulga uma meta numérica - vem após a China reportar um ganho de 6,1% no PIB ano passado, o menor em quase três décadas, embora dentro do intervalo da meta, que ia de 6,0% a 6,5%.  

O anúncio também vem após um primeiro trimestre de 2020 em que a China reportou sua primeira contração econômica em mais de quatro décadas, recuando 6,8% ante um ano antes.    

Num boletim anual do governo divulgado na sessão de abertura do Congresso Nacional do Povo, Li disse que Pequim pretende manter a inflação no preço ao consumidor em cerca de 3,5% em 2020, mais do que a meta do ano passado, de cerca de 3%.   

Empregos

O primeiro-ministro disse também que o governo planeja criar 9 milhões de novos empregos em 2020, menos do que a meta do ano passado, de 11 milhões de novos empregos - segundo dados oficiais, a China conseguiu abrir 13,52 milhões de novas vagas em 2019.    

O governo também pretende limitar a taxa de desemprego urbana a 6% em 2020, superendo a do ano passado, que ficou em 5,2%, antes de saltar para um recorde de 6,2% em fevereiro, devido ao impacto do novo coronavírus na economia. Em abril, a taxa ficou em 6,0%. / DOW JONES NEWSWIRES

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.