Nicholas Kamm/AFP
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China não vai vencer competição pelo carro elétrico, diz Joe Biden

Em visita à fábrica da Ford, presidente dos EUA disse que país asiático 'tem o maior e mais rápido mercado de veículos elétricos do mundo'

Iander Porcella, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2021 | 20h03

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, defendeu nesta terça-feira, 18, a produção de veículos elétricos e disse que esse é o futuro da indústria automobilística. Em visita a uma fábrica da Ford em Michigan, o democrata também afirmou que a China não ganhará a corrida de inovação. “A América está de volta na competição do século 21”, declarou.

“A China tem o maior e mais rápido mercado de veículos elétricos do mundo”, disse. Segundo Biden, Pequim lidera essa “corrida” no momento, mas os EUA não deixarão que isso se sustente.

Na visão de Biden, indústria e trabalhadores precisam intensificar esforços conjuntos para melhorar a infraestrutura doméstica e, assim, conseguir competir melhor com o país asiático. “Eles acham que vão vencer. Tenho novidades: eles não vão ganhar essa corrida. Não podemos deixá-los ganhar”, declarou Biden, fazendo referência à China.

Em meio à discussão sobre os gargalos nas cadeias de produção global, que foram afetadas pela pandemia de covid-19, Biden disse que o país não pode mais ser prejudicado pela escassez de semicondutores, relatada por montadoras. Ele defendeu mais uma vez seu pacote de infraestrutura de US$ 2,3 trilhões e disse que é possível alcançar um acordo bipartidário para aprovar a legislação no Congresso. Dessa forma, Biden afirmou que o país definirá um novo ritmo de produção de veículos elétricos.

“Meu nome é Joe Biden e sou um cara dos carros”, afirmou o presidente no começo do discurso realizado na Ford. Durante a visita do democrata, o CEO da montadora, Bill Ford, apresentou a nova picape elétrica F-150 Lightning, que ainda está em processo de produção. 

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