China nega acusação de distorção nas exportações

A balança comercial da China em janeiro não foi influenciada por dados inflados no lado das exportações, afirmou o Ministério do Comércio da China.

AE, Agencia Estado

18 de fevereiro de 2014 | 00h52

As exportações chinesas registraram um salto inesperado de 10,6% em janeiro, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em dezembro, a alta havia sido de 4,3%, na mesma base de comparação. A mediana das projeções de economistas consultados pelo The Wall Street Journal era de um crescimento de 0,1%, o que gerou incertezas sobre a fidelidade dos números apresentados pelo governo, já que no passado ocorreram casos nos quais empresas declararam valores exportados mais elevados para trazer dinheiro especulativo.

As preocupações de que os dados teriam sido distorcidos por declarações falsas de empresas, na tentativa de lucrar com a arbitragem, são "especulações e sem fundamentos", afirmou o porta-voz do ministério Shen Danyang, durante coletiva de imprensa.

"Nós acreditamos que isso é apenas um chute e falha em apresentar evidências. Nós não podemos excluir casos de arbitragem individuais, mas o crescimento das exportações de janeiro foi razoável no geral", disse. O porta-voz destacou que as vendas de produtos importantes, como automóveis e bens de consumo, registraram um bom desempenho em grandes mercados.

O porta-voz disse que o número foi influenciado pela recuperação econômica em países desenvolvidos e pelas políticas do governo para acelerar o comércio, e também esclareceu que as empresas aceleraram as vendas antes do Ano Novo Lunar, que começou em 31 de janeiro. Fonte: Dow Jones Newswires e Market News International.

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