China nega revisão de investimentos na Europa

Órgão do governo chinês divulgou nota desmentindo reportagem do 'Financial Times' e reiterando apoio às medidas de estabilização europeias

Dow Jones Newswires, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2010 | 00h00

PEQUIM

Informações de que a China está revisando sua posição em títulos de dívida de países da zona do euro não têm fundamento e a Europa é e continuará sendo um dos principais mercados para o investimento das reservas em moeda estrangeira do país, disse o órgão regulador de câmbio da China. As reservas chinesas estão em cerca de US$ 2,5 trilhões.

Como um investidor de longo prazo responsável, a China tem mantido o princípio da diversificação dos investimentos de suas reservas, disse a Administração Estatal de Câmbio (Safe, em inglês), em nota distribuída em seu website.

"A China sempre apoiou firmemente o processo de integração da União Europeia. Apoiamos o pacote com medidas de estabilização financeira da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional", disse a Safe. "Acreditamos que com esforços conjuntos da comunidade internacional, a zona do euro conseguirá superar as dificuldades e manter o desenvolvimento saudável e contínuo dos mercados financeiros europeus", acrescenta a nota.

A rápida resposta às informações divulgadas na terça-feira pelo jornal britânico Financial Times pela Safe, uma agência que raramente responde a questionamentos da mídia, mostra como a China está consciente da volatilidade dos mercados.

Na terça, feira, reportagem do Financial Times informava, sem citar fontes, que a China está reavaliando sua posição em dívida dos países da zona do euro e que representantes da Safe têm se reunido com funcionários de bancos estrangeiros em Pequim para discutir essa questão. Segundo o jornal britânico, os representantes do governo chinês têm mostrado preocupação com a exposição do país aos mercados de Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha.

A negativa da China e as novas medidas de ajuste fiscal anunciadas na Espanha ontem foram a senha para que os investidores deixassem de lado a cautela e buscassem opções mais arriscadas.

As bolsas de valores no mundo fecharam ontem em forte alta. /

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