China: o que o Brasil pode ganhar?

A condução da política econômica chinesa pelo novo governo, anunciado na última quinta-feira, ainda é uma incógnita, mas mudanças na economia do país são irreversíveis e abrem novas oportunidades para o Brasil. Essa é a conclusão do embaixador Sergio Amaral, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), que organiza uma conferência na quarta-feira em São Paulo para tratar do tema.

O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2012 | 02h07

"A economia chinesa passa por uma transição. A ênfase em exportações cederá espaço para um estímulo ao mercado interno", disse Amaral. A mudança levará cerca de 300 milhões de pessoas do campo para a cidade em até 15 anos. "Eles vão precisar de alimentos industrializados", diz o embaixador.

As empresas brasileiras ligadas aos setores de agronegócios e alimentos devem ser as mais beneficiadas pelo estímulo ao consumo interno na China. Um dos caminhos para aproveitar o mercado sem esbarrar nas restrições do governo a empresas estrangeiras é fechar parcerias com companhias locais, como fez a Brasil Foods.

A BRF vai comercializar e processar localmente produtos da Sadia por meio de uma joint venture com a chinesa Dah Chong Hong (DCH). "Não é fácil entrar no mercado chinês. A Brasil Foods pode estar mostrando um caminho", diz Amaral.

ENERGIA

Para ficar quite com a Aneel

Depois de anos adiando o investimento em programas de eficiência energética exigidos pela Aneel, agência que regula o setor de energia, a catarinense Celesc finalmente colocou a mão no bolso. Há três semanas, a companhia iniciou uma campanha para troca de refrigeradores e aparelhos de ar condicionado, em parceria com as lojas Colombo, que vai lhe custar R$ 40 milhões. Ao entregar o aparelho velho, o consumidor que não tiver dívida com a distribuidora pode comprar um novo pela metade do preço. Por anos, a Celesc investiu menos de R$ 5 milhões anualmente nesse tipo de projeto, quando tinha de aplicar cerca de R$ 35 milhões. Para ficar quite com a Aneel até 2014, a empresa vai investir mais R$ 160 milhões nos próximos dois anos. Para a empresa, que passa por uma reestruturação, essa não foi uma decisão fácil. Afinal, com a redução do consumo, a receita também cai.

CELULAR

Oi inaugura loja conceito

no Shopping Iguatemi SP

Para conquistar clientes endinheirados, a Oi vai inaugurar até o fim do mês a sua primeira "flagship", no

Shopping Iguatemi São Paulo. A

empresa passou a atuar também com lojas próprias no fim do ano passado. Já são 115 pontos de venda próprios distribuídos pelo País, com previsão de chegar a 200 até o fim de dezembro. A Oi é a operadora que mais conquistou novos clientes pós-pagos, de janeiro a setembro deste ano, aumentando a sua base nesse segmento em 1,74 milhão de linhas. O mercado de São Paulo representa 27% desses novos clientes.

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