China oferece US$ 43 bi para reserva do FMI

A China ofereceu na segunda-feira US$ 43 bilhões para as reservas do Fundo Monetário Internacional (FMI), completando uma ação global para quase dobrar os recursos da entidade para US$ 456 bilhões. O objetivo é ajudar a proteger países afetados pela crise da dívida da zona do euro.

LOS CABOS, MÉXICO, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2012 | 03h08

A contribuição da China faz parte de uma promessa dos países do G-20 feita em abril para garantir ao FMI poder de fogo extra. De acordo com uma tabela divulgada pelo FMI, Brasil, Rússia e Índia garantiram US$ 10 bilhões cada, enquanto a África do Sul ofereceu US$ 2 bilhões. O México também contribuiu com US$ 10 bilhões.

"Esses recursos são para prevenção e resolução de crises e para atender às necessidades potenciais de financiamento de todos os integrantes do FMI", disse a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, em comunicado.

"Eles serão sacados apenas se forem necessários como uma segunda linha de defesa", quando outros empréstimos do FMI estiverem exauridos, completou ela em um comunicado durante a cúpula do G-20 no México.

Os líderes dos países do Brics -Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - afirmaram antes que "concordavam em elevar as contribuições ao FMI", mas insistiram para que o dinheiro seja usado apenas após os recursos existentes terem se esgotado.

"Grandes e pequenos países juntaram-se a nosso pedido por ação, e outros podem se juntar", disse Lagarde, explicando que as promessas totais alcançaram US$ 456 bilhões - "quase dobrando nossa capacidade de empréstimo".

O Brics tentou ligar os empréstimos a reformas que dariam ao mundo em desenvolvimento mais voz no Fundo ao ampliar seu poder de voto na instituição. / REUTERS

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